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sexta-feira, 6 de março de 2026

Juan Carlos Raxar Local #NotaDePesar Grupo Arco Íris

Nota de Pesar



Minha homenagem 
Sempre em frente.
Não temos tempo s perder
Nosso suor sagrado
É belo que esse sangue amargo

Essa letra me trás lembranças.
Um pedacinho de nosso corpo decidiu voar.
Voe sempre e faça pouso em novos campos.
Leve consigo nossas lembranças e amores.
E sejamos fortes para mantermos a batalha.
NiloNinjaAtivista
AtivismoContraAIDS/TB
NiloBorgna2
@reginabueno2


O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ manifesta profundo pesar pelo falecimento do ativista Juan Carlos Raxach, ocorrido na tarde desta quarta-feira, 4 de março de 2026.

Médico e militante histórico da resposta brasileira ao HIV/Aids, Juan Carlos construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a vida, com a ciência e com os direitos humanos. Durante muitos anos atuou na Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), onde teve papel relevante na promoção da saúde, na defesa da prevenção combinada ao HIV e na incidência política em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e da resposta comunitária à epidemia.

Sua atuação na sociedade civil contribuiu para fortalecer o debate público sobre o acesso universal ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), o enfrentamento ao estigma e à discriminação e a importância da participação social na formulação das políticas públicas de saúde.

Neste momento de dor, o Grupo Arco-Íris se solidariza com familiares, amigas, amigos e companheiras e companheiros de militância, reconhecendo a importância de sua trajetória e o legado que deixa para o movimento social e para a luta contra o HIV/Aids no Brasil.

Seu compromisso com a vida, com a dignidade das pessoas vivendo com HIV e com a defesa dos direitos humanos permanecerá como referência para as gerações que seguem na luta.

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+
Rio de Janeiro, 5 de março de 2026.

domingo, 12 de outubro de 2025

Resumo do caso PCS Saleme — o essencial e os trâmites jurídicos

Ano passado eu me revoltei com esses escanda6.
Mas, a palavra certa seria.
Esse crime.
Para obter lucros usavam órgãos infectados para fransplante, apresentando laudos falsos através do laboratório PCS Saleme.

Na época noticiou se que o o órgão regulador de saude, havia reconendado um laboratório confiável.
A Fundação Oswaldo Cruz. Que seria competente e tecnica na questão de emitir pareceres e resultado de testes.

Porem a secretária da pasta não acatou o resultado.
E indicou esse laboratório, alegando que ele seria competente.
Esse laboratório vem ser de um contra parente de um vereador.
A consequência disso foi esse crime.

Como esta para completar um ano do evento.
Fiz minha pesquisa no ChatGPT sobre o assunto.
Vejam o resultado.


Vou direto ao ponto: o caso 
envolve o PCS Lab Saleme (Nova Iguaçu/RJ) e laudos falsos/errados em exames sorológicos de doadores de órgãos que resultaram — segundo investigações — na infecção por HIV de seis pacientes transplantados. A repercussão gerou investigação criminal, ações administrativas e suspensão do contrato com o Estado do RJ. 



O que aconteceu (fatos principais)

Dois doadores tiveram resultados falso-negativos em testes de HIV feitos pelo PCS Lab Saleme; órgãos desses doadores foram transplantados e seis receptores acabaram infectados. 

A Anvisa interditou o laboratório e a Secretaria Estadual de Saúde do RJ suspendeu o contrato com a empresa.

O Ministério Público do Rio denunciou seis pessoas ligadas ao laboratório — incluindo os sócios Walter Vieira e Matheus Vieira — por crimes como associação criminosa, lesão corporal grave e falsidade ideológica. 


Trâmites jurídicos — situação atual (síntese)

Denúncia e aceitação: Em 22/10/2024 o MPRJ denunciou os investigados e a 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu recebeu a denúncia. 

Prisões e diligências: Em outubro/2024 houve prisões, mandados de busca e apreensão e a Polícia Civil conduziu a operação (Operação Verum). Parte dos investigados ficou presa inicialmente. 

Habeas corpus e liberdade provisória: Em dezembro/2024 a 6ª Câmara Criminal do TJRJ concedeu habeas corpus parcial e determinou a liberdade provisória de alguns sócios/funcionários mediante medidas cautelares (entrega de passaporte, comparecimento mensal, proibição de atuar em laboratórios, etc.). 

Recursos e instâncias superiores: houve decisões e recursos relacionados a habeas corpus no TJRJ e tratamento do tema em instâncias superiores (há movimentações no STJ sobre pedidos específicos). 

Julgamento/ação penal: conforme noticiado, a justiça do Rio iniciou o julgamento das seis pessoas relacionadas ao caso (notícia de fevereiro/2025). Isso indica que a ação penal já avançou a ponto de ir a julgamento. 

Consequências administrativas e civis

Além da esfera criminal, houve medidas administrativas (interdição do estabelecimento pela Anvisa, suspensão do contrato com a Fundação Saúde do RJ) e há famílias afetadas buscando medidas civis/indenizações — algumas já sinalizaram acordos ou ações próprias.

O que isso significa, na prática

Os réus respondem criminalmente (com denúncia aceita e processo em curso), alguns em liberdade com medidas cautelares. O julgamento que começou indica que a fase de instrução/recebimento da denúncia evoluiu para julgamento — mas sentenças finais dependem do veredito do juiz/júri e de eventuais recursos. 

Entrevistas, depoimentos e declarações públicas

1. Depoimento de Jacqueline Bacellar (funcionária do laboratório)

Em depoimento, Jacqueline negou envolvimento direto e afirmou que “Walter Vieira … deu ordens a todos os setores”. 

Ela admitiu que assinaturas nos laudos são suas, mas disse que a coleta eletrônica das assinaturas foi feita pela empresa no momento da contratação. 

Também declarou que ela própria teria admitido que “não é biomédica” e que o registro no Conselho de Biomedicina que consta no documento seria de outra pessoa. 

2. Nota/intervenção do laboratório PCS Saleme

O laboratório divulgou nota explicando que uma sindicância interna identificou indícios de erro humano na transcrição dos resultados de dois testes de HIV. 

Na nota, o PCS afirma que Jacqueline apresentou diploma e registro profissional para que se acreditasse na competência dela para assinar laudos, mas que esses documentos seriam supostamente inidôneos ou induzidos. 

Também disse que dará suporte às vítimas assim que obtiver acesso oficial às identidades delas e que está à disposição das autoridades investigadoras. 

3. Reportagens e entrevistas de vítimas / familiares

Há um relato de uma mulher que denunciou o laboratório por um exame falso positivo de HIV logo após o nascimento de sua filha, em Nova Iguaçu. 

Um paciente infectado deu entrevista dizendo: “Eu não fiz nada para adquirir isso. O erro foi de pessoas irresponsáveis”. 

Notícias também relatam que duas das seis famílias afetadas decidiram mover ações judiciais e buscar reparações. 

4. Declarações institucionais e de órgãos públicos

Em reportagem da CNN, consta que o MPRJ enviou ofício ao laboratório para que o PCS pare de prestar serviços a UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Nova Iguaçu, até que as investigações sejam concluídas. 

O MPRJ também pediu que o secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu encaminhe documentos e informações no prazo de 10 dias. 

Foi informado que o PCS teve contrato firmado em dezembro de 2023 com a Fundação Saúde para realização dos exames, que começou a prestar tais serviços a partir de então. 

Em entrevista pela mídia, o PCS argumenta que sua defesa repudia insinuações de um esquema criminoso e confia que, com esclarecimentos, a Justiça considerará desnecessária a manutenção de prisões. 


Ofícios públicos / ofícios de exigência

O MPRJ expediu ofício para que o laboratório pare de prestar serviços a determinadas unidades de saúde (UPAs) enquanto perdurar a investigação. 

Também oficiou o secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu a fornecer documentos e informações no prazo de 10 dias. 

Também há menção de que o MPRJ instaurou inquérito civil (via promotoria de saúde coletiva) para apurar as condições sanitárias, operacionais e conformidade do laboratório às normas técnicas. 


🧾 Apanhado resumido — Caso PCS Saleme

1️⃣ Declarações e entrevistas

Funcionária Jacqueline Bacellar, que assinou os laudos de HIV, negou envolvimento direto e afirmou que apenas seguia ordens do diretor Walter Vieira. Disse ainda que seu nome e assinatura foram usados indevidamente e que não possui diploma válido em Biomedicina, conforme revelou a CartaCapital.

O laboratório PCS Saleme, em nota oficial, alegou “erro humano” na transcrição de resultados e prometeu colaborar com as investigações. Disse também que só conhecerá as vítimas oficialmente por meio das autoridades.

Famílias e pacientes infectados deram entrevistas com forte apelo humano, afirmando ter sido vítimas de negligência. Um deles declarou:

> “Eu não fiz nada para adquirir isso. O erro foi de pessoas irresponsáveis.”
(Fonte: GAPABs e CNN Brasil)

2️⃣ Órgãos públicos e investigações

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu inquérito civil para apurar falhas sanitárias e operacionais no laboratório.

O MPRJ também expediu ofício determinando que o PCS cesse serviços em UPAs de Nova Iguaçu até o fim da apuração, e solicitou documentos à Secretaria Municipal de Saúde no prazo de 10 dias.

A Anvisa interditou o laboratório preventivamente após constatar irregularidades.

A Fundação Saúde do RJ suspendeu o contrato com o PCS, firmado em dezembro de 2023.


3️⃣ Situação jurídica

Seis pessoas foram denunciadas por associação criminosa, falsidade ideológica e lesão corporal grave.

O processo foi aceito pela Justiça de Nova Iguaçu e já está em fase de julgamento.

Alguns acusados foram presos em 2024 e depois liberados com medidas cautelares (sem poder atuar em laboratórios).





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📍Fontes principais:
Agência Brasil, CNN Brasil, CartaCapital, GAPABs, MPRJ, Anvisa, Fundação Saúde RJ.


domingo, 22 de junho de 2025

Brasil entrega dossiê relatando o fim da transmissão vertical de HIV


Fim da transmissão do HIV
Brasil rumo ao fim da transmissão do HIV.

Enquanto naquela época as mulheres cis que viviam com HIV eram orientadas a não engravidar por conta do risco de transmissão vertical do vírus para o bebê — que chegava a 25% —, hoje é perfeitamente possível bloquear essa transmissão. E agora, em junho de 2025, o Ministério da Saúde entregou à OPAS (Organização Panamericana de Saúde) um dossiê solicitando a certificação nacional da eliminação da transmissão materno-infantil do HIV no país.

Essa certificação é um marco, mas não significa que não haverá mais casos registrados de transmissão vertical. Significa, sim que o Brasil alcançou duas importantes metas epidemiológicas graças à melhora no acompanhamento pré-natal: taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e = incidência de HIV em crianças menor que 0,5 caso por 1.000 nascidos vivos.

Se o acompanhamento de gestantes piorar, os números podem voltar a aumentar. Por isso, o monitoramento constante continua essencial.

O Brasil será o primeiro país de grande porte a receber a certificação, que só tinha sido dada a nações menores, como Cuba, Malásia e Tailândia —esse último, com 71 milhões de habitantes, ou seja, menos da metade da população brasileira, foi o maior país certificado até agora.

foto: Agência de Notícias da Aids

A eliminação brasileira da transmissão vertical do HIV vem como um prêmio para todos os profissionais da saúde, gestores, mães, pais e cidadãos que acreditaram na ciência e aplicaram seus ensinamentos às suas realidade e rotinas de cuidado de saúde em suas localidades.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/4BkAP.

Juan Carlos Raxar Local #NotaDePesar Grupo Arco Íris

Nota de Pesar Minha homenagem  Sempre em frente. Não temos tempo s perder Nosso suor sagrado É belo que esse sangue amargo Essa ...