quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Temos de agonia ou alegria?


Estou agoniado.
Suspirando e respirando pesado.
Não sei se essa situação irá mudar.
Mas, estou preocupado com o que está por vir.



Já estão ventilando ideias de corte e mudanças na aposentadoria e afins.
Assim que assumir, o discurso será que herdou um pais falido e com muitas despesas.


E por isso precisaremos de fazer uma reforma.
Ja aventaram mudar regras de aposentadorias.
E quem estiver para ter bebeficios tipo bpc, esses não serão acatados.

Logo quando isso vem a público, aparecem dizendo ser boatos.
Atribuem uma fala dele, afirmando que irá mudar a constituição.

Ele já assumirá tendo o mínimo necessário para fazer tal coisa.

Mas, para mudar a constituição será preciso maioria de dois terços do congresso.


Se ja tivemos no governo retrasado aquela gestão tenebrosa.

Não poderemos esperar que a nova seja feita com perfumes e rosas.


Não vou nem citar o que poderá ser feito com os casos do 08/01.
E o caso Master e fatos coligados.

Agora é esperar o dessenrolar desses dias.
Para ver se vamos acalmar essa agonia.

E já afirmo.

Caso o atual consiga vencer.
Ele também enfrentará um congresso e quase metade dos eleitores hostis e raivosos.

Oremos.


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O circo global e midiático pegou fogo?


Por Nilo Ninja Ativista

Bom dia.

O que aconteceu ontem colocou em evidência uma disputa que já vinha sendo observada: o peso da televisão aberta, o crescimento das plataformas digitais e as relações entre política, mídia e interesses empresariais.

Na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, estava previsto o debate presidencial da TV Globo. O encontro acabou cancelado depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que não participaria e o senador Flávio Bolsonaro também desistiu de comparecer.

A Globo informou que decisões judiciais de última hora alteraram as regras previstas para o debate. Entre elas estava uma decisão do TSE que impediu a emissora de exibir o púlpito vazio destinado ao candidato ausente e uma decisão relacionada à participação de Renan Santos.

No mesmo horário, Lula participou de uma entrevista no Flow Podcast.



E os números de audiência simultânea registrados durante a noite chamaram atenção.

Às 22h40, o Flow registrava aproximadamente 1,64 milhão de espectadores simultâneos no YouTube, enquanto a transmissão de Flávio Bolsonaro registrava aproximadamente 534,6 mil. Os números são referentes àquele momento específico e não representam audiência média ou audiência total das transmissões.

O episódio também trouxe novamente ao debate a relação entre televisão tradicional e internet.

A televisão aberta continua possuindo grande alcance e capilaridade, mas as plataformas digitais permitem que uma entrevista ou transmissão alcance, em tempo real, centenas de milhares ou milhões de pessoas sem depender da programação das grandes redes.



As mensagens entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro

Outro episódio que ganhou repercussão nesta semana envolve o apresentador Luciano Huck e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro e divulgadas pela imprensa mostram que os dois mantinham contato desde 2023 e discutiam assuntos pessoais e comerciais. As conversas mencionam negócios relacionados ao Will Bank, ao programa Domingão com Huck, utilização de aeronaves e outras tratativas.

Segundo as reportagens sobre as mensagens, aparecem referências a R$ 83 milhões em mídia para a Globo e a um contrato pessoal de R$ 26 milhões envolvendo Huck.

Huck afirmou que sua relação com Vorcaro era comercial, que os contratos eram formais e que foram encerrados antes da intervenção do Banco Central no Will Bank. As mensagens divulgadas, por si só, não comprovam que Huck tenha cometido ilegalidades.

Portanto, é importante separar os fatos:

uma coisa é a existência das mensagens e dos negócios mencionados; outra é atribuir a qualquer pessoa responsabilidade criminal por fatos investigados envolvendo Vorcaro.

O caso do filme e os valores mencionados

Também existem discussões públicas sobre recursos destinados a projetos relacionados à produção audiovisual envolvendo Jair Bolsonaro.

Nesse ponto, porém, é necessário aguardar documentos, contratos e prestações de contas antes de afirmar que determinado valor foi utilizado de maneira irregular.

Valores anunciados, pagamentos realizados, custos efetivamente comprovados e eventual irregularidade são questões diferentes.

A Globo e 1989

A relação entre a Globo e a política brasileira também possui um episódio histórico documentado.

Em 1989, durante a disputa presidencial entre Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, a edição do debate exibida pelo Jornal Nacional provocou forte controvérsia.

A própria Globo mantém atualmente, em seu projeto Memória Globo, uma página dedicada ao episódio e reconhece a existência de equívocos na cobertura.

Documentos e depoimentos históricos registram a controvérsia envolvendo a edição dos melhores momentos do debate.

Esse episódio pertence à história da comunicação brasileira e pode ser utilizado como contexto para compreender a relação entre televisão, política e eleições.

Ele, entretanto, não comprova automaticamente que qualquer cobertura atual da Globo tenha sido manipulada.

O que aconteceu em 1º de outubro de 2026?

O fato objetivo é este:

A Globo tinha um debate presidencial programado.

Lula decidiu não participar e foi ao Flow.

Flávio Bolsonaro posteriormente também desistiu.

O debate foi cancelado.

No mesmo horário, Lula participou de uma entrevista transmitida pela internet.

E, em determinado momento da noite, o Flow registrava cerca de 1,64 milhão de espectadores simultâneos, contra aproximadamente 534,6 mil na transmissão de Flávio Bolsonaro.

Esses números não permitem concluir, sozinhos, que a televisão aberta perdeu sua importância. Mas mostram que as plataformas digitais já são capazes de concentrar uma audiência simultânea muito expressiva em eventos políticos nacionais.

E agora?

O episódio ainda terá desdobramentos.

As relações empresariais reveladas nas mensagens entre Luciano Huck e Daniel Vorcaro deverão continuar sendo examinadas à medida que novos documentos e informações forem divulgados.

A atuação da Justiça Eleitoral na organização dos debates também continuará sendo discutida.

E a relação entre televisão, internet e política deverá ocupar novamente o centro das atenções durante a reta final das eleições de 2026.

Por enquanto, o mais importante é separar documentos, números, declarações, investigações e interpretações.

Os fatos estão sendo revelados.

O restante ainda precisa ser apurado.

Fontes: Reuters, Folha de S.Paulo, Veja, UOL, Memória Globo e outras reportagens citadas ao longo do texto.

Nilo Ninja Ativista

A informação é uma ferramenta para acompanhar o poder, a política e a sociedade.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Voto é arma de mudança ou de continuidade?


Mais um dia de renovação ou de continuidade está chegando.
Dia de deixar os ânimos de lado.
Dia da não violência.
Dia da consulta e análise dos candidatos.
Precisaremos fazer uma profunda pesquisa.
E decidir entre manter o atual governo.
Ou trocar.
Teremos perigos em decidir pela continuidade ou pela ruptura.
Colocar uma pessoa que não tem biografia a frente de cargo tão importante.
Corremos o risco de perder todos os direitos adquiridos.
A respobsavel pela pasta da economia, já falou que vai implantar o esquema economico Argentino.
E que está devendo ao FMI e a economia teve recessão.
O outro candidato, irá enfrentar um congresso sem maioria ou com poucos aliados.
As pesquisas estão como no mundo todo, deixando duvidas em qurm irá assumir a frente de votos.
Temo a possibilidade de ter um grande número de abstenção.
Historicamente ela tem sido alta.
Espero que diante de tantos escandalos e propaganda de coisas erradas. Esses fatos sejsm um estopim para derrubar essa abstenção.
Não vejo um enganjamento grande na turma verde amarela.
Mas vejo na turma vermelha uma grande massa de manifestantes.
De resto só falta falar uma coisa.
Voto é coisa séria.
É se votar errado, você porá a vida de muitos nas mãos do eleito.
Passei por Collor, Lulla e Dilma até cair na onda verde amarela.
E particularmente não vi o necessitado sendo ajudado.
Muito pelo contrário.
E outra o eleito pode ter discurso doce.
Mas depois quando assumir, poderá agir de forma contraria.
Ou limpar a biografia dos pecados e dos atos errados.
#VoteConsciente
Nilo Geronimo Borgna

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Nossa Senhora Aparecida, Flávio, Fato ou boato


Vamos aos fatos.              
Em 12 de outubro de 1995.                 
O Bispo Van Helder no programa matutino  #DespertarDaFe na @tvrecord da #IgrejaUniversal, chutou a santa Nossa Senhora Aparecida.            
Sabemos que a Universal já tem bancada na política.    
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) possui forte atuação e representação na política institucional brasileira, integrando a chamada bancada evangélica no Congresso Nacional e mantendo forte influência em partidos políticos.      
Partido Republicanos: Embora a legenda mantenha pluralidade de membros e rejeite subordinação direta, o partido possui profundas raízes históricas com a Igreja Universal, sendo presidido pelo bispo licenciado da igreja Marcos Pereira e abrigando diversas lideranças ligadas à instituição.   
A Universal compõe, junto com denominações como a Assembleia de Deus e a Igreja Batista, o grosso dos parlamentares evangélicos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, atuando tanto de forma autônoma quanto articulada na Frente Parlamentar Evangélica (FPE).A inserção sistemática da igreja na política eleitoral se intensificou no final dos anos 1980 e na década de 1990, impulsionada por pautas corporativas, defesa de concessões de meios de comunicação (como a Record) e, mais recentemente, alinhada a pautas conservadoras de direita.               
Aos fatos: Vamos para outra questão.           
O projeto de lei que gerou polêmica sobre o título de Padroeira do Brasil foi criado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (na época filiado ao PMDB-MT).
Diferente do que sugerem alguns boatos e desinformações recentes nas redes sociais, não existe um projeto de lei tramitando para instituir Jesus Cristo como "Padroeiro do Brasil".
O que de fato aconteceu envolve os seguintes pontos:                
O verdadeiro projeto (PL 2.623/2007): Apresentado por Victório Galli em dezembro de 2007, o projeto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 (que define o feriado de 12 de outubro) para substituir o termo "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". O argumento do autor era baseado na laicidade do Estado, defendendo que o país não deveria ter um padroeiro oficial de uma religião específica
A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivada definitivamente em agosto de 2008, não possuindo nenhuma validade jurídica ou tramitação atual.                 

O assunto voltou à tona na campanha eleitoral de 2026 após uma associação errônea ligando o antigo texto ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A confusão se espalhou porque o senador afirmou em discursos que, se eleito, pretendia declarar de forma simbólica que "o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo". No entanto, o parlamentar negou categoricamente a autoria ou a intenção de propor qualquer lei para retirar o título oficial de Nossa Senhora Aparecida
A história voltou a circular — e vale prestar atenção:

Embora Flávio Bolsonaro não tenha qualquer relação com o projeto antigo (o que foi inclusive reconhecido por retratações da imprensa e decisões do TSE), Victório Galli é um aliado político histórico da família Bolsonaro. Ele atuou como assessor especial na Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro e manifestou apoio público à campanha de Flávio.
Victório Galli fez parte do governo de Jair Bolsonaro, tendo atuado no ano de 2019 como assessor especial da Presidência da República. O papel principal dele no cargo era auxiliar na articulação política do governo federal junto ao Poder Legislativo.      
A ligação entre o ex-deputado federal Professor Victório Galli (erroneamente chamado de Vitória Galli por alguns internautas) e o senador Flávio Bolsonaro é de alinhamento político e proximidade ideológica
Victorio Galli está  filiado ao partido Progressistas PP e está  concorrendo  ao cargo de deputado federal pelo estado de Mato Grosso.    
                            .
ENTÃO  NÃO  É DE TODO O OBSERVAR, MENTIRA QUE O FLAVIO POSSA QUERER RETIRAR NOSSA SENHORA DE APARECIDA DE PADROEIRA PARA Substituir POR OUTRO SÍMBOLO RELIGIOSO.            
AFINAL O PAI JÁ  HAVIA AVENTADO ESSA HIPOTESE EM OUTRA ERA.                     
O que me adimira é  que esse levantamento que eu fiz, não  seja pauta em nenhum programa  da mídia  jornalística Dominante.          
Porque  será.
SONENTE O @OULNEWS DO DIA 29/09 TIVEMOS ESSA VERSÃO EXPOSTA.


DANIELA LIMA FALOU SOBRE ISSO HOJE. NO #PULSOPOLITICO

domingo, 27 de setembro de 2026

Da ONU às Eleições de 2026: A Batalha Política de Netanyahu


O abandono em massa do plenário da Assembleia Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em 27 de setembro de 2024, foi um protesto diplomático rigorosamente articulado nos bastidores por múltiplos blocos regionais em resposta à crise humanitária na Faixa de Gaza e à escalada de bombardeiros no Líbano.

A Articulação dos Bastidores e a Ação Coordenada
O boicote diplomático não ocorreu de forma espontânea. Dias antes do pronunciamento, diplomatas do Grupo Árabe, da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), do Bloco Africano e de diversas delegações do Global South (incluindo o Brasil, a Turquia e a África do Sul) alinharam uma estratégia conjunta para retirar a legitimidade de plateia da intervenção israelense.
O plano previa que, no instante exato em que o nome de Benjamin Netanyahu fosse anunciado pela mesa diretora da ONU, os chefes de comitiva se levantariam e conduziriam suas equipes para fora da Assembleia Geral.

A imagem ilustra a retirada de diplomatas — incluindo a delegação brasileira — no momento em que o líder israelense se dirigia ao pódio, deixando fileiras inteiras de cadeiras vazias no piso principal da Assembleia Geral.

O Contraste entre o Plenário Vazio e as Galerias
O movimento gerou uma dinâmica dupla dentro do salão da ONU:
O Silêncio no Piso Principal: Com a saída simultânea de dezenas de delegações da América Latina, África, Ásia e do Oriente Médio, setores inteiros do plenário ficaram desertos. Apenas poucas delegações, como a dos Estados Unidos e de aliados próximos de Israel, permaneceram em seus lugares.
A Claque Organizada nas Galerias: Antecipando a rejeição diplomática no chão da Assembleia, a equipe israelense e apoiadores ocuparam assentos nas galerias superiores de visitantes. À medida que os diplomatas se retiravam em protesto sob vaias ruidosas nos corredores, os ocupantes das galerias irromperam em aplausos e gritos de apoio para contrabalançar o esvaziamento do recinto.


A Reação no Pódio e o Impacto Político
Apesar de discursar para uma sala visivelmente desfalcada, Netanyahu seguiu o roteiro previsto. Ele apresentou mapas ilustrativos intitulados "A Bênção" (representando a normalização de relações no Oriente Médio) e "A Maldição" (representando o eixo de influência do Irã), reeditando a postura contundente contra seus opositores.
Para a diplomacia internacional, a imagem do plenário esvaziado simbolizou o aprofundamento do isolamento político de Israel no fórum multilateral, enquanto a comitiva israelense classificou a atitude das nações que se retiraram como uma demonstração de "hipocrisia diplomática".

O boicote ao discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU foi liderado por uma articulação conjunta de blocos do Global South e do mundo islâmico.
Blocos Regionais Articuladores
Grupo Árabe e Organização para a Cooperação Islâmica (OCI): Constituiram o núcleo da coordenação diplomática. As delegações definiram a saída simultânea do plenário para gerar um impacto visual de isolamento ao líder israelense.  
Bloco Africano (União Africana): Diversas nações africanas alinharam-se ao protesto motivadas pelas denúncias de violações do direito internacional humanitário e pela postura histórica de solidariedade à causa palestina.  
América Latina e Caribe: Países com posições críticas à condução da guerra em Gaza e às operações no Líbano integraram o movimento coletivo de retirada.

Oriente Médio e Mundo Islâmico
Palestina, Turquia, Irã, Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Catar, Iraque, Líbano, Síria, Iêmen, Kuwait, Argélia, Tunísia, Indonésia e Malásia.

América Latina
Brasil, Cuba e Peru.

Europa

Espanha (entre outras delegações europeias que optaram por esvaziar suas bancadas ou manter representação mínima sem presença de chefes de Estado).

Em contrapartida, mantiveram-se nos assentos no plenário as delegações dos Estados Unidos (principal aliado de Israel), além de nações como Argentina, Hungria, e países signatários dos Acordos de Abraão, como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

A repercussão na imprensa internacional sobre o abandono do plenário foi altamente polarizada, variando de acordo com o alinhamento geopolítico, a linha editorial e a região geográfica dos veículos de comunicação.

Cobertura Favorável ao Boicote (Mídia do Oriente Médio, Global South e Veículos Progressistas)
Principais Veículos: Al Jazeera, Anadolu Agency (Turquia), Middle East Eye, além de jornais de países do Global South (América Latina e África) e publicações de esquerda no Ocidente.
Enquadramento: O abandono foi retratado como uma vitória diplomática do direito internacional e uma demonstração necessária de rejeição ética e política às operações militares de Israel.  
Pontos de Destaque:
A imagem das cadeiras vazias no plenário da ONU foi amplamente utilizada como metáfora do isolamento internacional de Israel.
Destacou-se que a saída coletiva deu voz à indignação global diante da crise humanitária na Faixa de Gaza e do avanço dos bombardeios no Líbano.
Reportagens enfatizaram a coragem dos diplomatas do Global South em confrontar o discursos do líder israelense em um fórum multilateral.

Cobertura Neutra, Factual e Analítica (AgênciasGlobais e Mídia Tradicional Ocidental)
Principais Veículos: Agências de notícias (Reuters, Associated Press, AFP) e veículos de referência como BBC, The New York Times, Le Monde, The Washington Post e Deutsche Welle.
Enquadramento: O evento foi abordado como um reflexo direto da profunda fratura geopolítica global gerada pelo conflito no Oriente Médio, documentando os fatos de maneira descritiva.
Pontos de Destaque:
O contraste marcante entre o esvaziamento das bancadas dos diplomatas e os aplausos vindo das galerias superiores ocupadas por apoiadores de Israel.
A dualidade de narrativas: registraram tanto o protesto dos diplomatas quanto o discurso contundente de Netanyahu, incluindo sua fala acusando os países que saíram de "covardes morais".  
Análises focaram no dilema da ONU enquanto fórum de mediação, questionando se o boicote evidencia a fragilidade do diplomacia multilateral em momentos de crise severa.

Cobertura Crítica ao Boicote (Mídia Conservadora, Pro-Israel e Mídia de Direita)
Principais Veículos: Fox News, editoriais do The Wall Street Journal, veículos israelenses alinhados ao governo (The Jerusalem Post, i24NEWS) e mídias conservadoras.
Enquadramento: O protesto foi classificado como uma atitude hipócrita, teatral e performática, que ignora a complexidade do conflito e os ataques sofridos por Israel por parte do Hamas e do Hezbollah.  

Pontos de Destaque:  
Replicaram ostensivamente a definição dada por Netanyahu de que os diplomatas que abandonaram a sessão cometeram uma "covardia moral".  
Apontaram que diversos países que lideraram o boicote possuem históricos questionáveis em termos de direitos humanos ou regimes autoritários, acusando-os de virtue signaling (sinalização de virtude).
Argumentaram que abandonar a sala em vez de ouvir o contraditório corrói a essência da Assembleia Geral da ONU, que existe justamente para o debate entre nações divergentes.

A cobertura da imprensa brasileira sobre a saída da comitiva do Brasil do plenário da ONU refletiu a forte polarização política e ideológica do país, dividindo-se em três eixos principais de enquadramento:

Grande Imprensa e Mídia Tradicional (G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo)
Enquadramento: Factual, analítico e focado nos bastidores diplomáticos.
Principais Destaques:
Orientação do Itamaraty: Noticiaram que a retirada foi uma instrução direta do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em protesto contínuo contra as operações militares de Israel na Faixa de Gaza e no Líbano.  
Bastidores da Ação: Apurações de bastidores (como as reportadas pela CNN Brasil) revelaram que integrantes da missão brasileira chegaram a se dirigir ao plenário minutos antes da fala do premiê especificamente para "fazer volume" no momento da debandada coletiva, ampliando o impacto visual do protesto.
Contexto Geopolítico: Os veículos ponderaram que a atitude colocou o Brasil em sintonia direta com a maioria das nações do Global South e do mundo islâmico, marcando o endurecimento da postura do governo brasileiro em relação a Israel.

Veículos Conservadores e de Oposição (Gazeta do Povo, Revista Oeste, Jovem Pan)
Enquadramento: Severamente crítico à decisão da diplomacia brasileira.
Principais Destaques:
Ruptura de Neutralidade: Classificaram o abandono como uma quebra desnecessária da tradição de pragmatismo e equidistância da diplomacia brasileira no Oriente Médio.
Alinhamento Ideológico: Argumentaram que a atitude alinhou o Brasil a regimes autoritários e autocracias do Oriente Médio, fragilizando a imagem do país diante de democracias ocidentais como os Estados Unidos.
Echo da Reação de Israel: Deram grande destaque às palavras de Netanyahu, que chamou os diplomatas que se retiraram de "covardes morais", usando a citação para reforçar a crítica ao governo.  

Mídia Progressista e Alinhada ao Governo (CartaCapital, Brasil 247, Revista Fórum)
Enquadramento: Altamente favorável e laudatório ao gesto do Brasil.
Principais Destaques:
Postura de Altivez: Soblinharam o ato como uma demonstração de altivez da política externa brasileira frente a violações do direito internacional humanitário.
Isolamento de Israel: Enfatizaram que a cena do plenário esvaziado simbolizou o isolamento do governo israelense perante a comunidade internacional.
Liderança no Global South: Celebraram o papel do Brasil como um dos protagonistas na denúncia das ações militares em Gaza na arena multilateral.


A situação política de Benjamin Netanyahu dentro de Israel é extremamente delicada, marcada por uma alta polarização interna, pressão constante das ruas e um cenário eleitoral incerto para as eleições gerais de outubro de 2026. 

Dependência da Coalizão de Extrema-Direita
Netanyahu governa sustentado por uma aliança com partidos de extrema-direita (como os de Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir) e legendas ultraortodoxas (como Shas e UTJ).
Sobrevivência condicional: Para manter a maioria de 61 assentos no Knesset (parlamento israelense), ele precisa atender às exigências desses aliados linha-dura, que rejeitam concessões territoriais ou cessar-fogo em Gaza.  
Refém do próprio governo: Qualquer aceno diplomático de flexibilização em direção aos EUA ou à comunidade internacional corre o risco de provocar o desembarque da extrema-direita e derrubar seu governo.

 Pesquisas Eleitorais e Projeções para 2026
Pesquisas de intenção de voto indicam um cenário altamente competitivo e desafiador para Netanyahu:  
Bloco Governista Ameaçado: As projeções mostram o bloco governista oscilando em torno de 49 a 54 assentos, abaixo do limite necessário para formar governo sozinho sem alianças com partidos de oposição ou árabes.  
Liderança da Oposição: Nomes como Gadi Eisenkot (ex-chefe das Forças de Defesa de Israel) e o ex-premiê Naftali Bennett aparecem à frente de Netanyahu nos levantamentos de preferência direta para o cargo de primeiro-ministro.

Pressão das Ruas e Crise dos Reféns
A sociedade israelense encontra-se profundamente dividida:
Protestos Semanais: Famílias de reféns e movimentos civis realizam manifestações constantes em Tel Aviv pedindo um acordo imediato para a libertação dos mantidos em Gaza e a convocação de eleições antecipadas.
Alistamento Ultraortodoxo: A questão da obrigatoriedade do serviço militar para estudantes ultraortodoxos (Haredim) é um ponto cego de atrito, dividindo a base secular das Forças Armadas e a ala religiosa de sua coalizão.

Processos Judiciais e Narrativa de Sobrevivência
Julgamento por Corrupção: As acusações judiciais por suborno, fraude e quebra de confiança seguem em andamento nos tribunais israelenses.
Efeito "Cercado": Diante do isolamento diplomático e das pressões externas (incluindo decisões de tribunais internacionais), Netanyahu reforça para sua base eleitoral a imagem de um líder forte, "o único capaz de resistir à pressão internacional" e defender a segurança soberana do país.

A oposição a Benjamin Netanyahu no parlamento israelense (Knesset) abrange desde a direita secular e o centro até a esquerda sionista e os partidos árabes. Diante da perspectiva das eleições gerais, o campo da oposição articulou novas alianças e novos partidos focados em derrubar o governo do Likud.

A eleição parlamentar em Israel tem data definida e regras específicas de votação:
1. Data da Votação
Dia do pleito: Terça-feira, 27 de outubro de 2026.  
(Diplomatas e cidadãos israelenses no exterior votam antecipadamente nas embaixadas no dia 20 de outubro).  
2. Turno Único (Somente uma vez)
A votação ocorre em turno único. O sistema eleitoral de Israel não prevê segundo turno para as eleições parlamentares.
Como funciona a eleição:
Voto no Partido (Lista Fechada): Os eleitores não votam diretamente no Primeiro-Ministro nem em candidatos individuais, mas na lista partidária fechada de sua preferência.  
Distrito Único e Proporcionalidade: O país inteiro funciona como um único distrito eleitoral. Os 120 assentos do parlamento (Knesset) são distribuídos proporcionalmente de acordo com a porcentagem total de votos que cada partido recebe.
Cláusula de Barreira: Para conseguir entrada no parlamento, o partido precisa atingir a cláusula de barreira de 3,25% dos votos válidos.  
O que acontece após o dia da eleição?
Como não há segundo turno, o processo pós-votação entra na fase de negociação de coalizão:
Após a apuração dos votos, o Presidente de Israel consulta os líderes de todos os partidos que conseguiram assentos no Knesset.
O Presidente concede a um líder partidário (geralmente quem tem mais chances de reunir uma maioria) o prazo para formar o governo.
O novo Primeiro-Ministro será aquele que conseguir costurar uma coalizão com maioria simples de pelo menos 61 dos 120 deputados.

O presidente de Israel hoje é Isaac Herzog, no cargo desde julho de 2021.  

No total acumulado, Benjamin Netanyahu soma quase 19 anos como primeiro-ministro de Israel, o que o torna o líder com mais tempo no poder na história do país (superando o pai fundador de Israel, David Ben-Gurion).


Essa contagem está dividida em três períodos distintos:
1º mandato (1996–1999): 18 de junho de 1996 a 6 de julho de 1999 (~3 anos).  
2º mandato (2009–2021): 31 de março de 2009 a 13 de junho de 2021 (~12 anos e 2 meses ininterruptos).  
3º mandato (Atual): 29 de dezembro de 2022 até o presente (~3 anos e 9 meses).
Somando os três períodos, ele acumula aproximadamente 18 anos e 11 meses no cargo.

O que Netanyahu já tentou (ou conseguiu) alterar?
Nos últimos anos, a coalizão liderada por Netanyahu promoveu e discutiu alterações legislativas direcionadas a fortalecer o Executivo e protegê-lo de processos judiciais:  
A Reforma Judiciária (2023): Buscou reduzir significativamente o poder de fiscalização da Suprema Corte sobre decisões do governo. O objetivo denunciado pela oposição era permitir nomeações políticas para juízes e enfraquecer o controle sobre o Executivo.  
A "Lei da Incapacidade" (Incapacity Law): Aprovada em 2023, alterou as regras sobre como um primeiro-ministro pode ser afastado. Pela nova norma, o premiê só pode ser declarado incapaz de governar por decisão própria ou por votação de 2/3 do seu próprio gabinete, impedindo que a Procuradoria-Geral ou a Suprema Corte o afaste por conflito de interesses devido aos seus processos por corrupção.  
Debates sobre Imunidade e "Cláusula de Superação": Aliados do governo frequentemente propõem leis para conceder imunidade total a premiês no cargo (estilo "Lei Francesa") e a Override Clause, uma norma que permitiria ao Knesset (parlamento) anular decisões da Suprema Corte com maioria simples.

Isso é legalmente possível em Israel?
Sim, do ponto de vista estritamente legislativo, é mais fácil mudar as regras em Israel do que na maioria das democracias ocidentais.
Por que o sistema facilita mudanças?
Ausência de Constituição Escrita: Israel não possui uma Constituição formal e rígida, mas sim um conjunto de Leis Fundamentais (Basic Laws).  
Regra da Maioria Simples: Para alterar a maioria das Leis Fundamentais ou criar novas regras eleitorais, o parlamento precisa apenas da aprovação de 61 dos 120 deputados (maioria absoluta do Knesset).  
Fusão de Poderes: Como quem forma o governo em Israel obrigatoriamente já possui o controle de pelo menos 61 assentos, o Executivo e a maioria legislativa são a mesma força política. Logo, uma coalizão unida tem o poder de mudar leis constitucionais.  

Quais são os limites e freios contra essas mudanças?
Embora seja tecnicamente possível aprovar leis no parlamento, existem barreira institucionais e sociais relevantes:
A Suprema Corte (High Court of Justice)
Mesmo sem Constituição escrita, a Suprema Corte atribuiu a si o poder de fiscalizar e derrubar alterações em Leis Fundamentais se entender que elas violam o caráter democrático do Estado ou configuram "abuso do poder constituinte". Em decisões históricas no início de 2024, a Corte já invalidou trechos da reforma judiciária do próprio governo.
A Pressão Popular e o Setor de Defesa
A tentativa de mudar regras democráticas gera custos sociais colossais em Israel. Em 2023, a reforma judiciária provocou os maiores protestos da história do país, greves gerais e ameaças de recusa de serviço por parte de reservistas das Forças Armadas e pilotos da Força Aérea.  
A Dependência da Coalizão
Para mudar uma lei eleitoral ou adiar eleições, Netanyahu precisa de 100% de coesão entre os deputados da sua base. Se um pequeno grupo de deputados de sua própria coalizão se recusar a votar por medo do desgaste eleitoral, a mudança legislativa trava.
O Cenário para as Eleições de 2026
Adiar ou cancelar as eleições gerais agendadas para 27 de outubro de 2026 exigiria uma alteração legislativa drástica sob a justificativa de emergência nacional de guerra. Embora a legislação permita o adiamento de pleitos em situações de guerra extrema, tentar usar essa ferramenta para perpetuação política dispararia uma crise constitucional sem precedentes e o veto provável da Suprema Corte.  
A estratégia de sobrevivência política de Netanyahu tem focado na manutenção da sua coalizão atual até o limite do mandato em 2026 e no gerenciamento da narrativa de segurança, em vez da abolição direta das regras eleitorais.


Do Boicote na ONU às Eleições de 2026: O Isolamento e a Batalha de Benjamin Netanyahu Pela Sobrevivência Política
O ano de 2024 marcou um divisor de águas no cenário diplomático internacional para Israel, e o desdobramento dessas tensões aponta diretamente para um momento decisivo: as eleições gerais de 27 de outubro de 2026. Entre a rejeição em fóruns multilaterais e a intensa polarização doméstica, a trajetória de Benjamin Netanyahu expõe as fragilidades e as estratégias do líder com mais tempo à frente do governo na história do país.

1. O Boicote na ONU: Bastidores de uma Ação Coordenada
Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o pronunciamento do primeiro-ministro israelense foi palco de uma demonstração de protesto diplomático. O esvaziamento do plenário não ocorreu por acaso, mas sim por uma articulação prévia entre blocos estratégicos:
A Estratégia de Saída: O Grupo Árabe, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), a União Africana e delegações do Global South — como o Brasil — alinharam a retirada simultânea das bancadas. No exato instante em que Netanyahu subiu ao pódio, diplomatas se levantaram e deixaram a sala.
O Contraste no Salão: O piso principal da Assembleia Geral ficou visivelmente deserto, restando apenas comitivas de aliados próximos, como os Estados Unidos. Para contrabalançar as fileiras vazias e os protestos nos corredores, a equipe de Israel organizou uma claque nas galerias superiores de visitantes, de onde apoiadores irromperam em aplausos.

2. A Repercussão na Mídia Internacional e no Brasil
A imagem do plenário esvaziado repercutiu de formas contrastantes na imprensa global:
Imprensa do Global South e Oriente Médio (Al Jazeera, Anadolu): Apoiou o ato, enquadrando a debandada como uma vitória do direito internacional e o símbolo do isolamento diplomático de Israel.
Veículos Ocidentais Tradicionais (BBC, Reuters, The New York Times): Adotaram postura analítica, enfatizando a profunda fratura geopolítica e a perda de capacidade de mediação dos órgãos multilaterais.
Mídia Conservadora (Fox News, The Wall Street Journal): Criticou o boicote, replicando a narrativa do governo israelense de que a atitude representou "hipocrisia e covardia moral" diante do contraditório.
O Caso do Brasil
No cenário nacional, o encarregado do Itamaraty ordenou a retirada da delegação brasileira, em linha com a crítica contínua do governo ao custo humanitário das operações em Gaza e no Líbano. A imprensa brasileira dividiu-se: enquanto jornais tradicionais detalharam a articulação diplomática e veículos progressistas celebraram a altivez da política externa, setores conservadores criticaram a quebra do pragmatismo histórico da diplomacia brasileira.

3. A Crise Doméstica e a Oposição Unida em Israel
Se no exterior a pressão é diplomática, dentro de Israel o desafio é de sobrevivência eleitoral. Goverando em coalizão com a extrema-direita e partidos ultraortodoxos, Netanyahu enfrenta um cenário interno complexo:
Pressão Social e Institucional: Protestos semanais em Tel Aviv cobram acordos para a libertação de reféns e a criação de uma Comissão Estatal de Inquérito sobre as falhas de segurança do ataque de 7 de outubro de 2023.
Impasse do Alistamento Militar: A exigência de fim da isenção do serviço militar para os judeus ultraortodoxos (Haredim) tensiona a base de apoio do governo no parlamento (Knesset).
Julgamentos por Corrupção: O primeiro-ministro responde a acusações de fraude, suborno e quebra de confiança no Judiciário, o que amplia as divisões na sociedade.

4. As Regras Eleitorais e o Limite do Poder
Em Israel, o sistema político é parlamentarista. O país possui como Chefe de Estado o Presidente Isaac Herzog, cujo papel é cerimonial e de liderança moral, enquanto a condução política do Executivo cabe ao Primeiro-Ministro.
O Funcionamento do Pleito
Data Marcada: A eleição parlamentar ocorrerá em 27 de outubro de 2026.
Turno Único: A votação acontece em um único turno. Os eleitores votam em listas partidárias fechadas (distrito único nacional).
Formação de Governo: Os 120 assentos do Knesset são distribuídos proporcionalmente aos partidos que superam a cláusula de barreira de 3,25%. O líder capaz de costurar uma coalizão com maioria simples (pelo menos 61 deputados) assume o governo.
Netanyahu Pode Alterar as Regras para se Manter no Cargo?
Acumulando quase 19 anos no cargo ao longo de três períodos distintos, Netanyahu tentou implementar reformas institucionais profundas. A controvertida Reforma Judiciária buscava limitar o controle da Suprema Corte sobre as decisões do Executivo, e a Lei da Incapacidade bloqueou a possibilidade de afastamento do premiê pela Procuradoria-Geral por conflitos de interesse.
Como Israel não possui uma Constituição formal rígida — mas sim um conjunto de Leis Fundamentais —, a maioria parlamentar de 61 votos teoricamente permite alterar regras operacionais do sistema. No entanto, existem barreiras práticas e institucionais relevantes:

A Suprema Corte: Mantém a prerrogativa de invalidar reformas aprovadas pelo parlamento que violem os pilares democráticos do Estado.
Custo Político e Reação Popular: Mudanças nas regras eleitorais ou tentativas de adiamento das eleições sob pretexto de emergência disparariam crises institucionais de proporções históricas, agravadas pela reação de reservistas e do setor produtivo.
À medida que outubro de 2026 se aproxima, a disputa política em Israel consolida-se como um embate entre o projeto de continuidade de uma das figuras mais longevas do Oriente Médio e a articulação de uma oposição focada na renovação institucional do país.
Nilo Geronimo Borgna 
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terça-feira, 22 de setembro de 2026

BOLETIM DIÁRIO DO RIO Rio de Janeiro — 22 de setembro de 2026

Foto ChatGPT

🗞️ MANCHETE
MP Eleitoral pede indeferimento de candidatura de Antônio Rueda
O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro da candidatura de Antônio Rueda, do União Brasil, a deputado federal pelo Rio. O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, portanto não significa decisão definitiva sobre a candidatura. �
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Um cão teve diagnóstico de raiva após contato com um morcego. O animal foi sacrificado em agosto. O episódio reforça a importância da vacinação antirrábica dos animais domésticos e da orientação veterinária diante de contato com morcegos ou outros animais suspeitos. �
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Segundo o Alerta Rio, a previsão para esta terça-feira indica temperaturas entre 21°C e 35°C. O céu varia de parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite. �
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🎭 CULTURA
Semana de Arte do Rio movimenta a cidade
A primeira Semana de Arte do Rio segue até 27 de setembro, reunindo mais de 400 atrações e cerca de mil horas de programação. A agenda inclui teatro, dança, cinema, literatura, música, exposições, arte urbana e tecnologia. �
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Hoje também estão previstos eventos como a Casa Cor Rio, a Hackconference, o Festival Panorama, o Festival Internacional de Circo, a ROG.e e outras atividades culturais e profissionais. �
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💼 EMPREENDEDORISMO & INOVAÇÃO
Tecnologia e inovação entram no radar carioca
A Hackconference 2026, na Casa Firjan, acontece nesta terça-feira. A cidade também recebe nesta semana a ROG.e, o World Tribology Congress e atividades ligadas à ciência, tecnologia e inovação. �
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Na UFRJ, a Semana Acadêmica e Cultural da Coppe reúne ciência, tecnologia, inovação, intercâmbio e debates sobre a economia fluminense até 24 de setembro. �
Coppe UFRJ
🌱 MEIO AMBIENTE & SUSTENTABILIDADE
A agenda desta semana também coloca energia, tecnologia, patrimônio, sustentabilidade e inovação no centro de eventos realizados na cidade — uma combinação importante para discutir economia circular e novos modelos de desenvolvimento.
😊 NOTÍCIA BOA / CURIOSA
A primavera começa hoje! 🌸
A nova estação começa nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05, no horário de Brasília. �
Agora Litoral
E o Rio entra na primavera com uma agenda cultural especialmente movimentada.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Discurso x Prática: Candidatos com dívidas trabalhistas disputam o voto do trabalhador em 2026

​O Diagnóstico: 343 candidatos em todo o país constam no BNDT com cobranças judiciais definitivas não pagas.  
​Presidência e Cargos Majoritários:  
​Renan Santos (Missão): Crítico da Justiça do Trabalho e posicionamento contrário ao fim da escala 6x1; possui 4 apontamentos por débitos de empresas em que foi sócio.  
​Alexandre Kalil (PDT-MG): Soma mais de R$ 4 milhões em dívidas em 13 processos da sua antiga construtora.  
​Anthony Garotinho (Republicanos-RJ): Responde a 12 processos no BNDT vinculados a empresas de eventos.  
​Contradições e Defesas: A maioria dos candidatos alega que as pendências decorrem de pessoas jurídicas (empresas) redirecionadas pela Justiça para o patrimônio dos sócios e afirmam estar recorrendo ou indicando bens à penhora.
​Impacto Eleitoral: A inclusão no BNDT não gera inelegibilidade automática perante o TSE, mas amplia o debate sobre a conduta e a idoneidade dos postulantes.  

Temos de agonia ou alegria?

Estou agoniado. Suspirando e respirando pesado. Não sei se essa situação irá mudar. Mas, estou preocupado com o que está por vir...