domingo, 27 de setembro de 2026

Da ONU às Eleições de 2026: A Batalha Política de Netanyahu


O abandono em massa do plenário da Assembleia Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em 27 de setembro de 2024, foi um protesto diplomático rigorosamente articulado nos bastidores por múltiplos blocos regionais em resposta à crise humanitária na Faixa de Gaza e à escalada de bombardeiros no Líbano.

A Articulação dos Bastidores e a Ação Coordenada
O boicote diplomático não ocorreu de forma espontânea. Dias antes do pronunciamento, diplomatas do Grupo Árabe, da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), do Bloco Africano e de diversas delegações do Global South (incluindo o Brasil, a Turquia e a África do Sul) alinharam uma estratégia conjunta para retirar a legitimidade de plateia da intervenção israelense.
O plano previa que, no instante exato em que o nome de Benjamin Netanyahu fosse anunciado pela mesa diretora da ONU, os chefes de comitiva se levantariam e conduziriam suas equipes para fora da Assembleia Geral.

A imagem ilustra a retirada de diplomatas — incluindo a delegação brasileira — no momento em que o líder israelense se dirigia ao pódio, deixando fileiras inteiras de cadeiras vazias no piso principal da Assembleia Geral.

O Contraste entre o Plenário Vazio e as Galerias
O movimento gerou uma dinâmica dupla dentro do salão da ONU:
O Silêncio no Piso Principal: Com a saída simultânea de dezenas de delegações da América Latina, África, Ásia e do Oriente Médio, setores inteiros do plenário ficaram desertos. Apenas poucas delegações, como a dos Estados Unidos e de aliados próximos de Israel, permaneceram em seus lugares.
A Claque Organizada nas Galerias: Antecipando a rejeição diplomática no chão da Assembleia, a equipe israelense e apoiadores ocuparam assentos nas galerias superiores de visitantes. À medida que os diplomatas se retiravam em protesto sob vaias ruidosas nos corredores, os ocupantes das galerias irromperam em aplausos e gritos de apoio para contrabalançar o esvaziamento do recinto.


A Reação no Pódio e o Impacto Político
Apesar de discursar para uma sala visivelmente desfalcada, Netanyahu seguiu o roteiro previsto. Ele apresentou mapas ilustrativos intitulados "A Bênção" (representando a normalização de relações no Oriente Médio) e "A Maldição" (representando o eixo de influência do Irã), reeditando a postura contundente contra seus opositores.
Para a diplomacia internacional, a imagem do plenário esvaziado simbolizou o aprofundamento do isolamento político de Israel no fórum multilateral, enquanto a comitiva israelense classificou a atitude das nações que se retiraram como uma demonstração de "hipocrisia diplomática".

O boicote ao discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU foi liderado por uma articulação conjunta de blocos do Global South e do mundo islâmico.
Blocos Regionais Articuladores
Grupo Árabe e Organização para a Cooperação Islâmica (OCI): Constituiram o núcleo da coordenação diplomática. As delegações definiram a saída simultânea do plenário para gerar um impacto visual de isolamento ao líder israelense.  
Bloco Africano (União Africana): Diversas nações africanas alinharam-se ao protesto motivadas pelas denúncias de violações do direito internacional humanitário e pela postura histórica de solidariedade à causa palestina.  
América Latina e Caribe: Países com posições críticas à condução da guerra em Gaza e às operações no Líbano integraram o movimento coletivo de retirada.

Oriente Médio e Mundo Islâmico
Palestina, Turquia, Irã, Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Catar, Iraque, Líbano, Síria, Iêmen, Kuwait, Argélia, Tunísia, Indonésia e Malásia.

América Latina
Brasil, Cuba e Peru.

Europa

Espanha (entre outras delegações europeias que optaram por esvaziar suas bancadas ou manter representação mínima sem presença de chefes de Estado).

Em contrapartida, mantiveram-se nos assentos no plenário as delegações dos Estados Unidos (principal aliado de Israel), além de nações como Argentina, Hungria, e países signatários dos Acordos de Abraão, como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

A repercussão na imprensa internacional sobre o abandono do plenário foi altamente polarizada, variando de acordo com o alinhamento geopolítico, a linha editorial e a região geográfica dos veículos de comunicação.

Cobertura Favorável ao Boicote (Mídia do Oriente Médio, Global South e Veículos Progressistas)
Principais Veículos: Al Jazeera, Anadolu Agency (Turquia), Middle East Eye, além de jornais de países do Global South (América Latina e África) e publicações de esquerda no Ocidente.
Enquadramento: O abandono foi retratado como uma vitória diplomática do direito internacional e uma demonstração necessária de rejeição ética e política às operações militares de Israel.  
Pontos de Destaque:
A imagem das cadeiras vazias no plenário da ONU foi amplamente utilizada como metáfora do isolamento internacional de Israel.
Destacou-se que a saída coletiva deu voz à indignação global diante da crise humanitária na Faixa de Gaza e do avanço dos bombardeios no Líbano.
Reportagens enfatizaram a coragem dos diplomatas do Global South em confrontar o discursos do líder israelense em um fórum multilateral.

Cobertura Neutra, Factual e Analítica (AgênciasGlobais e Mídia Tradicional Ocidental)
Principais Veículos: Agências de notícias (Reuters, Associated Press, AFP) e veículos de referência como BBC, The New York Times, Le Monde, The Washington Post e Deutsche Welle.
Enquadramento: O evento foi abordado como um reflexo direto da profunda fratura geopolítica global gerada pelo conflito no Oriente Médio, documentando os fatos de maneira descritiva.
Pontos de Destaque:
O contraste marcante entre o esvaziamento das bancadas dos diplomatas e os aplausos vindo das galerias superiores ocupadas por apoiadores de Israel.
A dualidade de narrativas: registraram tanto o protesto dos diplomatas quanto o discurso contundente de Netanyahu, incluindo sua fala acusando os países que saíram de "covardes morais".  
Análises focaram no dilema da ONU enquanto fórum de mediação, questionando se o boicote evidencia a fragilidade do diplomacia multilateral em momentos de crise severa.

Cobertura Crítica ao Boicote (Mídia Conservadora, Pro-Israel e Mídia de Direita)
Principais Veículos: Fox News, editoriais do The Wall Street Journal, veículos israelenses alinhados ao governo (The Jerusalem Post, i24NEWS) e mídias conservadoras.
Enquadramento: O protesto foi classificado como uma atitude hipócrita, teatral e performática, que ignora a complexidade do conflito e os ataques sofridos por Israel por parte do Hamas e do Hezbollah.  

Pontos de Destaque:  
Replicaram ostensivamente a definição dada por Netanyahu de que os diplomatas que abandonaram a sessão cometeram uma "covardia moral".  
Apontaram que diversos países que lideraram o boicote possuem históricos questionáveis em termos de direitos humanos ou regimes autoritários, acusando-os de virtue signaling (sinalização de virtude).
Argumentaram que abandonar a sala em vez de ouvir o contraditório corrói a essência da Assembleia Geral da ONU, que existe justamente para o debate entre nações divergentes.

A cobertura da imprensa brasileira sobre a saída da comitiva do Brasil do plenário da ONU refletiu a forte polarização política e ideológica do país, dividindo-se em três eixos principais de enquadramento:

Grande Imprensa e Mídia Tradicional (G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo)
Enquadramento: Factual, analítico e focado nos bastidores diplomáticos.
Principais Destaques:
Orientação do Itamaraty: Noticiaram que a retirada foi uma instrução direta do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em protesto contínuo contra as operações militares de Israel na Faixa de Gaza e no Líbano.  
Bastidores da Ação: Apurações de bastidores (como as reportadas pela CNN Brasil) revelaram que integrantes da missão brasileira chegaram a se dirigir ao plenário minutos antes da fala do premiê especificamente para "fazer volume" no momento da debandada coletiva, ampliando o impacto visual do protesto.
Contexto Geopolítico: Os veículos ponderaram que a atitude colocou o Brasil em sintonia direta com a maioria das nações do Global South e do mundo islâmico, marcando o endurecimento da postura do governo brasileiro em relação a Israel.

Veículos Conservadores e de Oposição (Gazeta do Povo, Revista Oeste, Jovem Pan)
Enquadramento: Severamente crítico à decisão da diplomacia brasileira.
Principais Destaques:
Ruptura de Neutralidade: Classificaram o abandono como uma quebra desnecessária da tradição de pragmatismo e equidistância da diplomacia brasileira no Oriente Médio.
Alinhamento Ideológico: Argumentaram que a atitude alinhou o Brasil a regimes autoritários e autocracias do Oriente Médio, fragilizando a imagem do país diante de democracias ocidentais como os Estados Unidos.
Echo da Reação de Israel: Deram grande destaque às palavras de Netanyahu, que chamou os diplomatas que se retiraram de "covardes morais", usando a citação para reforçar a crítica ao governo.  

Mídia Progressista e Alinhada ao Governo (CartaCapital, Brasil 247, Revista Fórum)
Enquadramento: Altamente favorável e laudatório ao gesto do Brasil.
Principais Destaques:
Postura de Altivez: Soblinharam o ato como uma demonstração de altivez da política externa brasileira frente a violações do direito internacional humanitário.
Isolamento de Israel: Enfatizaram que a cena do plenário esvaziado simbolizou o isolamento do governo israelense perante a comunidade internacional.
Liderança no Global South: Celebraram o papel do Brasil como um dos protagonistas na denúncia das ações militares em Gaza na arena multilateral.


A situação política de Benjamin Netanyahu dentro de Israel é extremamente delicada, marcada por uma alta polarização interna, pressão constante das ruas e um cenário eleitoral incerto para as eleições gerais de outubro de 2026. 

Dependência da Coalizão de Extrema-Direita
Netanyahu governa sustentado por uma aliança com partidos de extrema-direita (como os de Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir) e legendas ultraortodoxas (como Shas e UTJ).
Sobrevivência condicional: Para manter a maioria de 61 assentos no Knesset (parlamento israelense), ele precisa atender às exigências desses aliados linha-dura, que rejeitam concessões territoriais ou cessar-fogo em Gaza.  
Refém do próprio governo: Qualquer aceno diplomático de flexibilização em direção aos EUA ou à comunidade internacional corre o risco de provocar o desembarque da extrema-direita e derrubar seu governo.

 Pesquisas Eleitorais e Projeções para 2026
Pesquisas de intenção de voto indicam um cenário altamente competitivo e desafiador para Netanyahu:  
Bloco Governista Ameaçado: As projeções mostram o bloco governista oscilando em torno de 49 a 54 assentos, abaixo do limite necessário para formar governo sozinho sem alianças com partidos de oposição ou árabes.  
Liderança da Oposição: Nomes como Gadi Eisenkot (ex-chefe das Forças de Defesa de Israel) e o ex-premiê Naftali Bennett aparecem à frente de Netanyahu nos levantamentos de preferência direta para o cargo de primeiro-ministro.

Pressão das Ruas e Crise dos Reféns
A sociedade israelense encontra-se profundamente dividida:
Protestos Semanais: Famílias de reféns e movimentos civis realizam manifestações constantes em Tel Aviv pedindo um acordo imediato para a libertação dos mantidos em Gaza e a convocação de eleições antecipadas.
Alistamento Ultraortodoxo: A questão da obrigatoriedade do serviço militar para estudantes ultraortodoxos (Haredim) é um ponto cego de atrito, dividindo a base secular das Forças Armadas e a ala religiosa de sua coalizão.

Processos Judiciais e Narrativa de Sobrevivência
Julgamento por Corrupção: As acusações judiciais por suborno, fraude e quebra de confiança seguem em andamento nos tribunais israelenses.
Efeito "Cercado": Diante do isolamento diplomático e das pressões externas (incluindo decisões de tribunais internacionais), Netanyahu reforça para sua base eleitoral a imagem de um líder forte, "o único capaz de resistir à pressão internacional" e defender a segurança soberana do país.

A oposição a Benjamin Netanyahu no parlamento israelense (Knesset) abrange desde a direita secular e o centro até a esquerda sionista e os partidos árabes. Diante da perspectiva das eleições gerais, o campo da oposição articulou novas alianças e novos partidos focados em derrubar o governo do Likud.

A eleição parlamentar em Israel tem data definida e regras específicas de votação:
1. Data da Votação
Dia do pleito: Terça-feira, 27 de outubro de 2026.  
(Diplomatas e cidadãos israelenses no exterior votam antecipadamente nas embaixadas no dia 20 de outubro).  
2. Turno Único (Somente uma vez)
A votação ocorre em turno único. O sistema eleitoral de Israel não prevê segundo turno para as eleições parlamentares.
Como funciona a eleição:
Voto no Partido (Lista Fechada): Os eleitores não votam diretamente no Primeiro-Ministro nem em candidatos individuais, mas na lista partidária fechada de sua preferência.  
Distrito Único e Proporcionalidade: O país inteiro funciona como um único distrito eleitoral. Os 120 assentos do parlamento (Knesset) são distribuídos proporcionalmente de acordo com a porcentagem total de votos que cada partido recebe.
Cláusula de Barreira: Para conseguir entrada no parlamento, o partido precisa atingir a cláusula de barreira de 3,25% dos votos válidos.  
O que acontece após o dia da eleição?
Como não há segundo turno, o processo pós-votação entra na fase de negociação de coalizão:
Após a apuração dos votos, o Presidente de Israel consulta os líderes de todos os partidos que conseguiram assentos no Knesset.
O Presidente concede a um líder partidário (geralmente quem tem mais chances de reunir uma maioria) o prazo para formar o governo.
O novo Primeiro-Ministro será aquele que conseguir costurar uma coalizão com maioria simples de pelo menos 61 dos 120 deputados.

O presidente de Israel hoje é Isaac Herzog, no cargo desde julho de 2021.  

No total acumulado, Benjamin Netanyahu soma quase 19 anos como primeiro-ministro de Israel, o que o torna o líder com mais tempo no poder na história do país (superando o pai fundador de Israel, David Ben-Gurion).


Essa contagem está dividida em três períodos distintos:
1º mandato (1996–1999): 18 de junho de 1996 a 6 de julho de 1999 (~3 anos).  
2º mandato (2009–2021): 31 de março de 2009 a 13 de junho de 2021 (~12 anos e 2 meses ininterruptos).  
3º mandato (Atual): 29 de dezembro de 2022 até o presente (~3 anos e 9 meses).
Somando os três períodos, ele acumula aproximadamente 18 anos e 11 meses no cargo.

O que Netanyahu já tentou (ou conseguiu) alterar?
Nos últimos anos, a coalizão liderada por Netanyahu promoveu e discutiu alterações legislativas direcionadas a fortalecer o Executivo e protegê-lo de processos judiciais:  
A Reforma Judiciária (2023): Buscou reduzir significativamente o poder de fiscalização da Suprema Corte sobre decisões do governo. O objetivo denunciado pela oposição era permitir nomeações políticas para juízes e enfraquecer o controle sobre o Executivo.  
A "Lei da Incapacidade" (Incapacity Law): Aprovada em 2023, alterou as regras sobre como um primeiro-ministro pode ser afastado. Pela nova norma, o premiê só pode ser declarado incapaz de governar por decisão própria ou por votação de 2/3 do seu próprio gabinete, impedindo que a Procuradoria-Geral ou a Suprema Corte o afaste por conflito de interesses devido aos seus processos por corrupção.  
Debates sobre Imunidade e "Cláusula de Superação": Aliados do governo frequentemente propõem leis para conceder imunidade total a premiês no cargo (estilo "Lei Francesa") e a Override Clause, uma norma que permitiria ao Knesset (parlamento) anular decisões da Suprema Corte com maioria simples.

Isso é legalmente possível em Israel?
Sim, do ponto de vista estritamente legislativo, é mais fácil mudar as regras em Israel do que na maioria das democracias ocidentais.
Por que o sistema facilita mudanças?
Ausência de Constituição Escrita: Israel não possui uma Constituição formal e rígida, mas sim um conjunto de Leis Fundamentais (Basic Laws).  
Regra da Maioria Simples: Para alterar a maioria das Leis Fundamentais ou criar novas regras eleitorais, o parlamento precisa apenas da aprovação de 61 dos 120 deputados (maioria absoluta do Knesset).  
Fusão de Poderes: Como quem forma o governo em Israel obrigatoriamente já possui o controle de pelo menos 61 assentos, o Executivo e a maioria legislativa são a mesma força política. Logo, uma coalizão unida tem o poder de mudar leis constitucionais.  

Quais são os limites e freios contra essas mudanças?
Embora seja tecnicamente possível aprovar leis no parlamento, existem barreira institucionais e sociais relevantes:
A Suprema Corte (High Court of Justice)
Mesmo sem Constituição escrita, a Suprema Corte atribuiu a si o poder de fiscalizar e derrubar alterações em Leis Fundamentais se entender que elas violam o caráter democrático do Estado ou configuram "abuso do poder constituinte". Em decisões históricas no início de 2024, a Corte já invalidou trechos da reforma judiciária do próprio governo.
A Pressão Popular e o Setor de Defesa
A tentativa de mudar regras democráticas gera custos sociais colossais em Israel. Em 2023, a reforma judiciária provocou os maiores protestos da história do país, greves gerais e ameaças de recusa de serviço por parte de reservistas das Forças Armadas e pilotos da Força Aérea.  
A Dependência da Coalizão
Para mudar uma lei eleitoral ou adiar eleições, Netanyahu precisa de 100% de coesão entre os deputados da sua base. Se um pequeno grupo de deputados de sua própria coalizão se recusar a votar por medo do desgaste eleitoral, a mudança legislativa trava.
O Cenário para as Eleições de 2026
Adiar ou cancelar as eleições gerais agendadas para 27 de outubro de 2026 exigiria uma alteração legislativa drástica sob a justificativa de emergência nacional de guerra. Embora a legislação permita o adiamento de pleitos em situações de guerra extrema, tentar usar essa ferramenta para perpetuação política dispararia uma crise constitucional sem precedentes e o veto provável da Suprema Corte.  
A estratégia de sobrevivência política de Netanyahu tem focado na manutenção da sua coalizão atual até o limite do mandato em 2026 e no gerenciamento da narrativa de segurança, em vez da abolição direta das regras eleitorais.


Do Boicote na ONU às Eleições de 2026: O Isolamento e a Batalha de Benjamin Netanyahu Pela Sobrevivência Política
O ano de 2024 marcou um divisor de águas no cenário diplomático internacional para Israel, e o desdobramento dessas tensões aponta diretamente para um momento decisivo: as eleições gerais de 27 de outubro de 2026. Entre a rejeição em fóruns multilaterais e a intensa polarização doméstica, a trajetória de Benjamin Netanyahu expõe as fragilidades e as estratégias do líder com mais tempo à frente do governo na história do país.

1. O Boicote na ONU: Bastidores de uma Ação Coordenada
Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o pronunciamento do primeiro-ministro israelense foi palco de uma demonstração de protesto diplomático. O esvaziamento do plenário não ocorreu por acaso, mas sim por uma articulação prévia entre blocos estratégicos:
A Estratégia de Saída: O Grupo Árabe, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), a União Africana e delegações do Global South — como o Brasil — alinharam a retirada simultânea das bancadas. No exato instante em que Netanyahu subiu ao pódio, diplomatas se levantaram e deixaram a sala.
O Contraste no Salão: O piso principal da Assembleia Geral ficou visivelmente deserto, restando apenas comitivas de aliados próximos, como os Estados Unidos. Para contrabalançar as fileiras vazias e os protestos nos corredores, a equipe de Israel organizou uma claque nas galerias superiores de visitantes, de onde apoiadores irromperam em aplausos.

2. A Repercussão na Mídia Internacional e no Brasil
A imagem do plenário esvaziado repercutiu de formas contrastantes na imprensa global:
Imprensa do Global South e Oriente Médio (Al Jazeera, Anadolu): Apoiou o ato, enquadrando a debandada como uma vitória do direito internacional e o símbolo do isolamento diplomático de Israel.
Veículos Ocidentais Tradicionais (BBC, Reuters, The New York Times): Adotaram postura analítica, enfatizando a profunda fratura geopolítica e a perda de capacidade de mediação dos órgãos multilaterais.
Mídia Conservadora (Fox News, The Wall Street Journal): Criticou o boicote, replicando a narrativa do governo israelense de que a atitude representou "hipocrisia e covardia moral" diante do contraditório.
O Caso do Brasil
No cenário nacional, o encarregado do Itamaraty ordenou a retirada da delegação brasileira, em linha com a crítica contínua do governo ao custo humanitário das operações em Gaza e no Líbano. A imprensa brasileira dividiu-se: enquanto jornais tradicionais detalharam a articulação diplomática e veículos progressistas celebraram a altivez da política externa, setores conservadores criticaram a quebra do pragmatismo histórico da diplomacia brasileira.

3. A Crise Doméstica e a Oposição Unida em Israel
Se no exterior a pressão é diplomática, dentro de Israel o desafio é de sobrevivência eleitoral. Goverando em coalizão com a extrema-direita e partidos ultraortodoxos, Netanyahu enfrenta um cenário interno complexo:
Pressão Social e Institucional: Protestos semanais em Tel Aviv cobram acordos para a libertação de reféns e a criação de uma Comissão Estatal de Inquérito sobre as falhas de segurança do ataque de 7 de outubro de 2023.
Impasse do Alistamento Militar: A exigência de fim da isenção do serviço militar para os judeus ultraortodoxos (Haredim) tensiona a base de apoio do governo no parlamento (Knesset).
Julgamentos por Corrupção: O primeiro-ministro responde a acusações de fraude, suborno e quebra de confiança no Judiciário, o que amplia as divisões na sociedade.

4. As Regras Eleitorais e o Limite do Poder
Em Israel, o sistema político é parlamentarista. O país possui como Chefe de Estado o Presidente Isaac Herzog, cujo papel é cerimonial e de liderança moral, enquanto a condução política do Executivo cabe ao Primeiro-Ministro.
O Funcionamento do Pleito
Data Marcada: A eleição parlamentar ocorrerá em 27 de outubro de 2026.
Turno Único: A votação acontece em um único turno. Os eleitores votam em listas partidárias fechadas (distrito único nacional).
Formação de Governo: Os 120 assentos do Knesset são distribuídos proporcionalmente aos partidos que superam a cláusula de barreira de 3,25%. O líder capaz de costurar uma coalizão com maioria simples (pelo menos 61 deputados) assume o governo.
Netanyahu Pode Alterar as Regras para se Manter no Cargo?
Acumulando quase 19 anos no cargo ao longo de três períodos distintos, Netanyahu tentou implementar reformas institucionais profundas. A controvertida Reforma Judiciária buscava limitar o controle da Suprema Corte sobre as decisões do Executivo, e a Lei da Incapacidade bloqueou a possibilidade de afastamento do premiê pela Procuradoria-Geral por conflitos de interesse.
Como Israel não possui uma Constituição formal rígida — mas sim um conjunto de Leis Fundamentais —, a maioria parlamentar de 61 votos teoricamente permite alterar regras operacionais do sistema. No entanto, existem barreiras práticas e institucionais relevantes:

A Suprema Corte: Mantém a prerrogativa de invalidar reformas aprovadas pelo parlamento que violem os pilares democráticos do Estado.
Custo Político e Reação Popular: Mudanças nas regras eleitorais ou tentativas de adiamento das eleições sob pretexto de emergência disparariam crises institucionais de proporções históricas, agravadas pela reação de reservistas e do setor produtivo.
À medida que outubro de 2026 se aproxima, a disputa política em Israel consolida-se como um embate entre o projeto de continuidade de uma das figuras mais longevas do Oriente Médio e a articulação de uma oposição focada na renovação institucional do país.
Nilo Geronimo Borgna 
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terça-feira, 22 de setembro de 2026

BOLETIM DIÁRIO DO RIO Rio de Janeiro — 22 de setembro de 2026

Foto ChatGPT

🗞️ MANCHETE
MP Eleitoral pede indeferimento de candidatura de Antônio Rueda
O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro da candidatura de Antônio Rueda, do União Brasil, a deputado federal pelo Rio. O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, portanto não significa decisão definitiva sobre a candidatura. �
UOL Notícias +1
🚔 SEGURANÇA
Operação Ícaro investiga logística de drogas e lavagem de dinheiro
O MPRJ deflagrou nesta terça-feira uma operação contra uma organização investigada por transportar drogas de São Paulo para o Rio e lavar mais de R$ 70 milhões. Foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva, com participação de forças policiais de diferentes estados. �
UOL Notícias
🩺 SAÚDE
Rio registra caso de raiva em cão após contato com morcego
Um cão teve diagnóstico de raiva após contato com um morcego. O animal foi sacrificado em agosto. O episódio reforça a importância da vacinação antirrábica dos animais domésticos e da orientação veterinária diante de contato com morcegos ou outros animais suspeitos. �
Agora Litoral
🌡️ TEMPO
Calor e possibilidade de chuva à tarde
Segundo o Alerta Rio, a previsão para esta terça-feira indica temperaturas entre 21°C e 35°C. O céu varia de parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite. �
Alerta Rio
🎭 CULTURA
Semana de Arte do Rio movimenta a cidade
A primeira Semana de Arte do Rio segue até 27 de setembro, reunindo mais de 400 atrações e cerca de mil horas de programação. A agenda inclui teatro, dança, cinema, literatura, música, exposições, arte urbana e tecnologia. �
Prefeitura do Rio +1
Hoje também estão previstos eventos como a Casa Cor Rio, a Hackconference, o Festival Panorama, o Festival Internacional de Circo, a ROG.e e outras atividades culturais e profissionais. �
Visit Rio
💼 EMPREENDEDORISMO & INOVAÇÃO
Tecnologia e inovação entram no radar carioca
A Hackconference 2026, na Casa Firjan, acontece nesta terça-feira. A cidade também recebe nesta semana a ROG.e, o World Tribology Congress e atividades ligadas à ciência, tecnologia e inovação. �
Visit Rio +1
Na UFRJ, a Semana Acadêmica e Cultural da Coppe reúne ciência, tecnologia, inovação, intercâmbio e debates sobre a economia fluminense até 24 de setembro. �
Coppe UFRJ
🌱 MEIO AMBIENTE & SUSTENTABILIDADE
A agenda desta semana também coloca energia, tecnologia, patrimônio, sustentabilidade e inovação no centro de eventos realizados na cidade — uma combinação importante para discutir economia circular e novos modelos de desenvolvimento.
😊 NOTÍCIA BOA / CURIOSA
A primavera começa hoje! 🌸
A nova estação começa nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05, no horário de Brasília. �
Agora Litoral
E o Rio entra na primavera com uma agenda cultural especialmente movimentada.
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Fontes: MPRJ/UOL, Alerta Rio, Prefeitura do Rio, Visit Rio, UFRJ/Coppe e demais fontes citadas acima.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Discurso x Prática: Candidatos com dívidas trabalhistas disputam o voto do trabalhador em 2026

​O Diagnóstico: 343 candidatos em todo o país constam no BNDT com cobranças judiciais definitivas não pagas.  
​Presidência e Cargos Majoritários:  
​Renan Santos (Missão): Crítico da Justiça do Trabalho e posicionamento contrário ao fim da escala 6x1; possui 4 apontamentos por débitos de empresas em que foi sócio.  
​Alexandre Kalil (PDT-MG): Soma mais de R$ 4 milhões em dívidas em 13 processos da sua antiga construtora.  
​Anthony Garotinho (Republicanos-RJ): Responde a 12 processos no BNDT vinculados a empresas de eventos.  
​Contradições e Defesas: A maioria dos candidatos alega que as pendências decorrem de pessoas jurídicas (empresas) redirecionadas pela Justiça para o patrimônio dos sócios e afirmam estar recorrendo ou indicando bens à penhora.
​Impacto Eleitoral: A inclusão no BNDT não gera inelegibilidade automática perante o TSE, mas amplia o debate sobre a conduta e a idoneidade dos postulantes.  

domingo, 20 de setembro de 2026

Alerj 2026: 20 novos nomes para acompanhar na disputa por uma cadeiraPor Nilo Ninja Ativista

Palacio Tiradentes.



A eleição de 2026 para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) chega à reta final com uma disputa envolvendo centenas de candidaturas para as 70 cadeiras do Legislativo estadual.
Entre os candidatos estão deputados que buscam a reeleição, ex-parlamentares, vereadores, ex-prefeitos e pessoas que tentam pela primeira vez conquistar uma vaga na Assembleia.
Nesta reportagem, o foco está em 20 nomes que não ocupam atualmente uma cadeira de deputado estadual na Alerj e que apresentam algum dado público relevante para acompanhamento eleitoral.
A proposta não é prever quem será eleito. É reunir informações que permitam ao leitor acompanhar a disputa com base em dados públicos.
Como avaliar a disputa?
A eleição para deputado estadual utiliza o sistema proporcional. Portanto, não basta observar apenas a quantidade de votos recebida individualmente por cada candidato.
A votação dos partidos e federações participa do cálculo da distribuição das cadeiras, juntamente com o quociente eleitoral, o quociente partidário e as regras de distribuição das sobras.
Por isso, uma votação municipal anterior, uma pesquisa de lembrança espontânea ou o volume de recursos de campanha são indicadores diferentes e não podem ser tratados como previsão automática do resultado.
20 nomes que estão no radar
1. Pedro Duarte — PSD
Vereador do Rio de Janeiro, Pedro Duarte disputa uma cadeira na Alerj em 2026. Sua experiência eleitoral mais recente é a eleição municipal de 2024, quando conquistou mandato de vereador.
Sua candidatura representa um movimento de passagem da política municipal para a disputa estadual.
2. Flávio Valle — PSD
Também vereador do Rio, Flávio Valle está entre os nomes do PSD que disputam uma vaga na Assembleia.
O principal dado eleitoral anterior é sua votação na eleição municipal de 2024, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal.
3. Joyce Trindade — PSD
Vereadora do Rio de Janeiro, Joyce Trindade chega à disputa estadual depois de uma votação expressiva nas eleições municipais de 2024.
O dado demonstra uma base eleitoral municipal anterior, mas não permite estabelecer automaticamente qual será sua votação estadual.
4. Nelsinho Ruas — PL
Vereador de São Gonçalo, Nelsinho Ruas representa uma candidatura com base política na Região Metropolitana.
Sua votação municipal de 2024 é um dos principais dados objetivos para acompanhar sua transição para uma eleição estadual.
5. Luciana Boiteux — PSOL
Vereadora do Rio de Janeiro, Luciana Boiteux disputa uma vaga na Alerj pela chapa PSOL/Rede.
Seu resultado eleitoral de 2024 fornece um parâmetro de votação anterior, enquanto a candidatura estadual permite acompanhar sua expansão para uma disputa de âmbito estadual.
6. Leonel de Esquerda — PT
Vereador do Rio, Leonel de Esquerda integra a federação PT/PCdoB/PV.
Além da votação municipal de 2024, ele já possui experiência anterior em eleição estadual, o que permite comparar sua trajetória eleitoral.
7. Maíra do MST — PT
Vereadora do Rio de Janeiro, Maíra do MST integra a chapa estadual da Federação Brasil da Esperança.
Sua eleição para a Câmara Municipal em 2024 constitui o principal dado eleitoral recente disponível.
8. Felipe Pires — PT
Felipe Pires também chega à disputa estadual depois de participar da eleição municipal de 2024.
O desempenho naquela eleição é um dos elementos que podem ser utilizados para acompanhar a evolução de sua trajetória eleitoral.
9. Rafael Satiê — PL
Vereador do Rio de Janeiro, Rafael Satiê integra a nominata do PL para deputado estadual.
Seu mandato municipal e sua votação em 2024 formam o histórico eleitoral mais recente antes da disputa estadual.
10. Fernando Armelau — PL
Vereador do Rio, Fernando Armelau também está na disputa pela Alerj.
Como nos demais casos, a votação municipal anterior é um dado histórico, e não uma previsão de votação em 2026.
11. Gigi Castilho — Republicanos
Vereadora do Rio de Janeiro, Gigi Castilho disputa uma cadeira estadual pelo Republicanos.
Sua passagem pela política municipal fornece uma referência eleitoral anterior.
12. Diego Faro — PL
Vereador do Rio, Diego Faro aparece entre os candidatos que tentam ampliar sua atuação do Legislativo municipal para o estadual.
A votação obtida em 2024 é um dos dados disponíveis para acompanhar essa mudança de escala eleitoral.
13. Rodrigo Vizeu — MDB
Rodrigo Vizeu integra a disputa estadual pelo MDB.
Seu histórico eleitoral municipal também pode ser utilizado como referência para acompanhar a candidatura.
14. Vantoil Martins — PSB
Vantoil Martins chega à eleição estadual com uma trajetória diferente de vários candidatos desta lista: foi prefeito de Iguaba Grande.
Sua experiência à frente do Executivo municipal constitui um elemento relevante de sua trajetória política, embora não permita antecipar o resultado da eleição para deputado estadual.
15. Wagner Tavares — PSB
Wagner Tavares disputa uma vaga na Alerj pelo PSB.
O candidato teve participação na eleição municipal de 2024 e possui atuação política associada à Ilha do Governador.
16. Dra. Gabriela — PL
Dra. Gabriela aparece como um dos nomes que merecem acompanhamento também por outro motivo: seu nome aparece nas pesquisas de lembrança espontânea da Vetor Arrow.
Em uma das rodadas recentes, ela aparece entre os nomes mais lembrados para deputado estadual. Esse dado é diferente de uma pesquisa convencional de intenção de voto e não deve ser interpretado como previsão de eleição.
17. Elika Takimoto — PT
Elika Takimoto também aparece nas medições da Vetor Arrow para deputado estadual.
A presença nas pesquisas fornece uma informação adicional à sua trajetória política e eleitoral. O levantamento mede citações espontâneas e, portanto, deve ser analisado juntamente com outros dados.
18. Leo Lupi — PDT
Leo Lupi integra a nominata do PDT para deputado estadual.
Seu nome aparece na relação de candidaturas divulgada com base nos registros da Justiça Eleitoral.
19. Ricardo da Karol — PSDB/Cidadania
Ricardo da Karol integra a chapa da Federação PSDB/Cidadania.
Sua candidatura aparece entre os nomes relacionados à disputa estadual de 2026.
20. Felipe RR Soares — PSDB/Cidadania
Felipe RR Soares também integra a chapa PSDB/Cidadania.
Há ainda um dado histórico importante: ele disputou uma vaga de deputado estadual em 2022 e obteve votação naquela eleição. Portanto, embora não seja deputado estadual atualmente, também não deve ser classificado como estreante absoluto em eleições para a Alerj.
E as pesquisas?
A pesquisa Vetor Arrow oferece uma das referências públicas disponíveis para acompanhar a lembrança espontânea dos candidatos.
Em uma rodada divulgada em setembro, Márcio Canella aparecia com o maior número acumulado de citações, enquanto Flávio Serafini e Rosenverg Reis estavam empatados na segunda posição. Léo Vieira Filho e Renata Souza haviam entrado no grupo dos dez nomes mais lembrados. Dra. Gabriela aparecia logo depois do grupo principal.
O próprio levantamento faz uma ressalva fundamental: as citações espontâneas não constituem uma previsão do resultado final.
O fator partido
Outro dado importante é o desempenho das chapas.
Uma pesquisa Vetor sobre a distribuição potencial de cadeiras mostrou diferenças entre os partidos e federações na disputa estadual. O levantamento estimou diferentes quantidades de cadeiras para as principais forças políticas, demonstrando por que a análise individual dos candidatos não é suficiente para compreender uma eleição proporcional.
Isso significa que o eleitor deve observar simultaneamente:
• o candidato;
• o partido ou federação;
• a votação individual;
• a votação coletiva da chapa;
• as pesquisas disponíveis;
• a situação jurídica da candidatura.
Situação jurídica também precisa ser acompanhada
A situação dos registros eleitorais pode mudar durante a campanha.
Em setembro, por exemplo, o TRE-RJ informou novos indeferimentos de registros de candidaturas. O tribunal também esclarece que determinadas decisões podem ser objeto de recurso e que a situação de cada candidatura deve ser conferida no sistema oficial.
Por isso, uma lista publicada em determinado dia não deve ser considerada definitiva sem verificar novamente o registro.
O DivulgaCandContas, administrado pela Justiça Eleitoral, permite consultar candidaturas, situação do registro, bens declarados e informações eleitorais. O TRE-RJ informa que o sistema é atualizado continuamente.
O que observar até a votação?
Com a aproximação do primeiro turno, alguns indicadores podem ser acompanhados de forma objetiva:
1. Pesquisas: verificar se determinado nome aparece e como suas citações variam entre as rodadas.
2. Histórico eleitoral: comparar resultados anteriores, lembrando que eleições municipais e estaduais possuem eleitorados e dinâmicas diferentes.
3. Campanha: acompanhar receitas e despesas declaradas oficialmente.
4. Partido ou federação: observar o desempenho coletivo da chapa.
5. Situação jurídica: verificar se o registro está deferido, indeferido ou sob recurso.
6. Votação final: somente o resultado oficial das urnas determinará quem ocupará as 70 cadeiras da Alerj.
Informação antes da escolha
A eleição proporcional costuma ser mais complexa do que a disputa majoritária porque o resultado depende simultaneamente da votação individual e da votação coletiva das legendas.
Por isso, acompanhar candidatos novos exige mais do que procurar uma lista de “favoritos”.
O caminho mais seguro é comparar dados verificáveis, pesquisas, histórico eleitoral, situação jurídica e informações de campanha, sempre distinguindo aquilo que já aconteceu daquilo que ainda é apenas expectativa.
Fontes
Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); DivulgaCandContas; pesquisa Vetor Arrow; Diário do Rio; Agenda do Poder e demais fontes jornalísticas citadas ao longo do texto.
Nilo Ninja Ativista
A informação é a arma contra a corrupção.
Essa consulta é sobre os nomes novos na política.
Na próxima postagem 
Faremos um levantamento dos candidatos atuais.



Panorama Eleitoral do Senado no Rio de Janeiro: Levantamento das Pesquisas e Mapeamento Ideológico das Candidaturas


​A eleição para o Senado Federal no Estado do Rio de Janeiro representa um dos cenários mais estratégicos e complexos do quadro político brasileiro. Por tratar-se de um pleito com renovação de dois terços das cadeiras da Casa Alta, cada eleitor dispõe de dois votos distintos para cargos majoritários decididos em turno único. Essa característica institucional altera profundamente o comportamento do eleitorado e exige das agremiações políticas estratégias refinadas de composição de chapa, combinação de opções e transferência de votos entre o primeiro e o segundo sufrágios. 
​O ambiente político fluminense exibe uma polarização ideológica marcante, combinada com a pulverização de candidaturas de expressivo recall público. O alinhamento das pretensões ao Senado com a disputa pelo Governo do Estado — na qual o atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), ostenta liderança consolidada nas pesquisas de intenção de voto — exerce influência direta na atratividade e na capacidade de capilaridade dos nomes que buscam representação no Congresso Nacional. 
​Contexto Político-Institucional e Espectro Partidário
​A disputa pelas duas vagas fluminenses no Senado conta com dezesseis candidaturas registradas, cobrindo todo o arco ideológico, desde a esquerda socialista radical até a extrema-direita conservadora. O eleitorado do Rio de Janeiro lida com uma oferta partidária dividida entre figuras consolidadas da política estadual e quadros emergentes da nova direita e da esquerda orgânica. 
​No campo da esquerda e centro-esquerda, a hegemonia da representação é exercida pela deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT), apoiada pela Federação Brasil da Esperança. Benedita conta com um eleitorado fiel e com a memória institucional de ter ocupado diversos cargos de relevância pública ao longo de quatro décadas. A vereadora Monica Benício (PSOL) atua como uma candidatura complementar focada em direitos humanos e pautas urbanas. Completam o espectro progressista nomes de siglas da esquerda ideológica, como a Unidade Popular (UP), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido da Causa Operária (PCO). 
​O centro e a centro-direita articulam-se prioritariamente em torno da candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD), principal aposta do grupo político liderado por Eduardo Paes. Pedro Paulo busca posicionar-se como uma opção pragmática de gestão, capaz de atrair o segundo voto tanto de eleitores progressistas quanto de conservadores moderados. O vereador Marcos Dias (Podemos) também transita nesse segmento, apostando na penetração em bases comunitárias e evangélicas. 
​A direita e a extrema-direita apresentam-se fragmentadas em múltiplos polos concorrentes. O Partido Liberal (PL) adotou a postura de lançar duas candidaturas concorrentes: o senador em exercício Carlos Portinho, de perfil institucional e defensoria técnica no Parlamento, e o deputado federal Carlos Jordy, expoente da ala abertamente alinhada ao bolsonarismo. Paralelamente, o Republicanos concorre com duas forças de expressiva inserção popular: o ex-prefeito e ex-senador Marcelo Crivella, ancorado no eleitorado evangélico, e Waguinho, liderança política de grande expressão na Baixada Fluminense. Agremiações como Missão, PRTB e Democrata somam-se a esse bloco com candidaturas de menor densidade eleitoral prévia. 


sábado, 19 de setembro de 2026

Conchavo político ou ativismo judiciário


Sobre a notícia que Fux, pretende destravar os precatórios bloqueados por Jair Messias Bolsonaro. Agora que o governo pode mudar de mãos. 
Esse Eminente quer destravar os precatorios?
E o discurso que vai gerar um gasto enorme para o governo?
E que não pode aumentar bolsa família porque, vai criar um gasto sem cobertura no orçamento?
E é ano eleitoral, por isso não poderemos liberar esses aumentos?
Agora para quem não sabe.
Um precatório é uma requisição de pagamento emitida pela Justiça para cobrar do governo (União, Estados ou Municípios) uma dívida após uma condenação definitiva em processo judicial.
Significa que o governo perdeu em todas as instâncias a possibilidade de não pagar essa dívida.
Muitas delas são referentes a alimentos ou diferenças de reajustes legais.
O que é um precatório bloqueado? 
Um precatório bloqueado significa que o dinheiro foi depositado pelo governo no tribunal, mas o juiz impediu temporariamente o saque ou a movimentação do valor.
Segurança do valor: 
O dinheiro está guardado na conta judicial e não foi perdido.Impossibilidade de saque:
O beneficiário não pode retirar a quantia imediatamente.
Análise pendente: Há uma questão jurídica ou administrativa que precisa de solução, antes da liberação.
🔎 Principais motivos para o bloqueio Disputa de honorários: Discussão sobre o percentual devido ao advogado. 
Penhora de dívidas: O titular possui débitos pendentes (como impostos ou pensão alimentícia) e o valor foi retido para pagar credores. Impugnação do governo: O órgão público questionou o cálculo do valor apresentado.
Dúvidas sobre o herdeiro: Em caso de falecimento do autor da ação, é preciso comprovar quem tem direito ao recebimento.
Se você está passando por isso procure um advogado.
Ou uma defensoria publica.
(Consuta do Google)
Então o Senhor *Doutô*, Presidente anterior, fez mais uma covardia, para não dizer que cometeu crime....
Em bloquear os pagamentos de precatorios na gestão dele.
E veja alguns beneficiarios eram esposas, filhos ou aposentados militares.
É mais um motivo para não se pensar em pôr o filho dele na presidência.
Outra pergunta.
Estaria o antigo presidente criando dificuldades, para no governo seguinte, facilitar a vida dos advogados e das bancas de advogacia?
Imagine....
A OAB não tem nenhum vínculo com o governo.
Apenas dá por vez ou outra uma ajudazinha... Original do meu perfil no X
Entre no meu bate papo com o @geminiapp e faça as perguntas que tiverem ligação com o tema.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Entenda a Saúde Financeira e os Riscos dos Principais Bancos Digitais e Fintechs no Brasil


​O mercado financeiro digital no Brasil passou por transformações profundas, revelando um cenário de fortes contrastes. Enquanto grandes instituições consolidadas registram lucros recordes e expansão contínua, outras enfrentaram graves crises de liquidez e intervenções regulatórias severas por parte do Banco Central.
​Para garantir a segurança do seu patrimônio, é fundamental compreender onde o seu dinheiro está depositado e quais são os mecanismos de proteção vigentes para cada tipo de instituição.

Panorama Comparativo: Solidez, Riscos e Garantias
Abaixo, reunimos os principais dados sobre a situação operacional, o nível de risco e as regras de proteção dos principais bancos e contas digitais do país:
Nubank: Nível de risco muito baixo. A instituição mantém alta lucratividade e uma base sólida com mais de 135 milhões de clientes na América Latina. Os investimentos em RDB e a conta de depósitos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil.
Mercado Pago: Nível de risco muito baixo. Respaldado pelo grupo Mercado Livre, possui operação robusta e lucros crescentes. O saldo mantido em conta fica 100% segregado e aplicado em Títulos Públicos Federais (garantia direta do Tesouro Nacional), enquanto as aplicações em CDBs possuem cobertura do FGC.
PicPay: Nível de risco baixo. Pertencente ao Grupo J&F, a fintech opera no lucro e expandiu sua carteira em crédito consignado e corporativo. A proteção do saldo segue o modelo de segregação em Títulos Públicos Federais, além da garantia do FGC para CDBs.
Banco Digi+: Nível de risco muito alto. Controlado por grupo associado à Rede Record, o banco enfrenta séria crise sob investigação por suspeita de fraude contábil e rebaixamento por agências de risco. Os saldos e investimentos dependem da cobertura do FGC no limite de até R$ 250 mil por CPF.
Will Bank: Situação crítica / inoperante. A instituição teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central junto ao Grupo Master. Os clientes com valores retidos passaram a ter o ressarcimento intermediado pelo FGC.

Rendimento e Liquidez das Contas
Para quem busca rentabilizar o saldo do dia a dia, os modelos de rentabilidade diária e resgate imediato também variam entre as principais opções do mercado:
PicPay: Oferece rendimento automático de 102% do CDI desde o primeiro dia útil sobre o saldo disponível em conta, com liquidez 24/7.
Mercado Pago: Entrega rendimento entre 100% e 105% do CDI (variando conforme metas de depósito ou programas de fidelidade) sem a necessidade de cumprir carência de 30 dias.
Nubank: Mantém rendimento de 100% do CDI desde o primeiro dia útil quando o valor é aplicado no recurso de "Caixinhas" (Reserva de Emergência). Na conta principal, o rendimento é aplicado retroativamente apenas após o 30º dia.

A Importância da Proteção Patrimonial
A divergência entre as fintechs reforça a importância da atenção do consumidor aos limites do Fundo Garantidor de Créditos (R$ 250 mil por CPF e por instituição) e ao modelo de segregação de patrimônio em Títulos Públicos. Acompanhar a saúde financeira das instituições é o primeiro passo para garantir a soberania sobre o próprio dinheiro e evitar surpresas diante de oscilações do mercado.

Depois dess materia hoje o Jornal Valor Econômico, relatou em reportagem 17/09 as 19/09 as 17h 19 m
Banco Digimais, de Edir Macedo, tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no 1º semestre
Veja o link aberto no realce Banco Digi+



Da ONU às Eleições de 2026: A Batalha Política de Netanyahu

O abandono em massa do plenário da Assembleia Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu...