segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Nossa Senhora Aparecida, Flávio, Fato ou boato


Vamos aos fatos.              
Em 12 de outubro de 1995.                 
O Bispo Van Helder no programa matutino  #DespertarDaFe na @tvrecord da #IgrejaUniversal, chutou a santa Nossa Senhora Aparecida.            
Sabemos que a Universal já tem bancada na política.    
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) possui forte atuação e representação na política institucional brasileira, integrando a chamada bancada evangélica no Congresso Nacional e mantendo forte influência em partidos políticos.      
Partido Republicanos: Embora a legenda mantenha pluralidade de membros e rejeite subordinação direta, o partido possui profundas raízes históricas com a Igreja Universal, sendo presidido pelo bispo licenciado da igreja Marcos Pereira e abrigando diversas lideranças ligadas à instituição.   
A Universal compõe, junto com denominações como a Assembleia de Deus e a Igreja Batista, o grosso dos parlamentares evangélicos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, atuando tanto de forma autônoma quanto articulada na Frente Parlamentar Evangélica (FPE).A inserção sistemática da igreja na política eleitoral se intensificou no final dos anos 1980 e na década de 1990, impulsionada por pautas corporativas, defesa de concessões de meios de comunicação (como a Record) e, mais recentemente, alinhada a pautas conservadoras de direita.               
Aos fatos: Vamos para outra questão.           
O projeto de lei que gerou polêmica sobre o título de Padroeira do Brasil foi criado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (na época filiado ao PMDB-MT).
Diferente do que sugerem alguns boatos e desinformações recentes nas redes sociais, não existe um projeto de lei tramitando para instituir Jesus Cristo como "Padroeiro do Brasil".
O que de fato aconteceu envolve os seguintes pontos:                
O verdadeiro projeto (PL 2.623/2007): Apresentado por Victório Galli em dezembro de 2007, o projeto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 (que define o feriado de 12 de outubro) para substituir o termo "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". O argumento do autor era baseado na laicidade do Estado, defendendo que o país não deveria ter um padroeiro oficial de uma religião específica
A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivada definitivamente em agosto de 2008, não possuindo nenhuma validade jurídica ou tramitação atual.                 

O assunto voltou à tona na campanha eleitoral de 2026 após uma associação errônea ligando o antigo texto ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A confusão se espalhou porque o senador afirmou em discursos que, se eleito, pretendia declarar de forma simbólica que "o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo". No entanto, o parlamentar negou categoricamente a autoria ou a intenção de propor qualquer lei para retirar o título oficial de Nossa Senhora Aparecida
A história voltou a circular — e vale prestar atenção:

Embora Flávio Bolsonaro não tenha qualquer relação com o projeto antigo (o que foi inclusive reconhecido por retratações da imprensa e decisões do TSE), Victório Galli é um aliado político histórico da família Bolsonaro. Ele atuou como assessor especial na Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro e manifestou apoio público à campanha de Flávio.
Victório Galli fez parte do governo de Jair Bolsonaro, tendo atuado no ano de 2019 como assessor especial da Presidência da República. O papel principal dele no cargo era auxiliar na articulação política do governo federal junto ao Poder Legislativo.      
A ligação entre o ex-deputado federal Professor Victório Galli (erroneamente chamado de Vitória Galli por alguns internautas) e o senador Flávio Bolsonaro é de alinhamento político e proximidade ideológica
Victorio Galli está  filiado ao partido Progressistas PP e está  concorrendo  ao cargo de deputado federal pelo estado de Mato Grosso.    
                            .
ENTÃO  NÃO  É DE TODO O OBSERVAR, MENTIRA QUE O FLAVIO POSSA QUERER RETIRAR NOSSA SENHORA DE APARECIDA DE PADROEIRA PARA Substituir POR OUTRO SÍMBOLO RELIGIOSO.            
AFINAL O PAI JÁ  HAVIA AVENTADO ESSA HIPOTESE EM OUTRA ERA.                     
O que me adimira é  que esse levantamento que eu fiz, não  seja pauta em nenhum programa  da mídia  jornalística Dominante.          
Porque  será.
SONENTE O @OULNEWS DO DIA 29/09 TIVEMOS ESSA VERSÃO EXPOSTA.


DANIELA LIMA FALOU SOBRE ISSO HOJE. NO #PULSOPOLITICO

domingo, 27 de setembro de 2026

Da ONU às Eleições de 2026: A Batalha Política de Netanyahu


O abandono em massa do plenário da Assembleia Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em 27 de setembro de 2024, foi um protesto diplomático rigorosamente articulado nos bastidores por múltiplos blocos regionais em resposta à crise humanitária na Faixa de Gaza e à escalada de bombardeiros no Líbano.

A Articulação dos Bastidores e a Ação Coordenada
O boicote diplomático não ocorreu de forma espontânea. Dias antes do pronunciamento, diplomatas do Grupo Árabe, da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), do Bloco Africano e de diversas delegações do Global South (incluindo o Brasil, a Turquia e a África do Sul) alinharam uma estratégia conjunta para retirar a legitimidade de plateia da intervenção israelense.
O plano previa que, no instante exato em que o nome de Benjamin Netanyahu fosse anunciado pela mesa diretora da ONU, os chefes de comitiva se levantariam e conduziriam suas equipes para fora da Assembleia Geral.

A imagem ilustra a retirada de diplomatas — incluindo a delegação brasileira — no momento em que o líder israelense se dirigia ao pódio, deixando fileiras inteiras de cadeiras vazias no piso principal da Assembleia Geral.

O Contraste entre o Plenário Vazio e as Galerias
O movimento gerou uma dinâmica dupla dentro do salão da ONU:
O Silêncio no Piso Principal: Com a saída simultânea de dezenas de delegações da América Latina, África, Ásia e do Oriente Médio, setores inteiros do plenário ficaram desertos. Apenas poucas delegações, como a dos Estados Unidos e de aliados próximos de Israel, permaneceram em seus lugares.
A Claque Organizada nas Galerias: Antecipando a rejeição diplomática no chão da Assembleia, a equipe israelense e apoiadores ocuparam assentos nas galerias superiores de visitantes. À medida que os diplomatas se retiravam em protesto sob vaias ruidosas nos corredores, os ocupantes das galerias irromperam em aplausos e gritos de apoio para contrabalançar o esvaziamento do recinto.


A Reação no Pódio e o Impacto Político
Apesar de discursar para uma sala visivelmente desfalcada, Netanyahu seguiu o roteiro previsto. Ele apresentou mapas ilustrativos intitulados "A Bênção" (representando a normalização de relações no Oriente Médio) e "A Maldição" (representando o eixo de influência do Irã), reeditando a postura contundente contra seus opositores.
Para a diplomacia internacional, a imagem do plenário esvaziado simbolizou o aprofundamento do isolamento político de Israel no fórum multilateral, enquanto a comitiva israelense classificou a atitude das nações que se retiraram como uma demonstração de "hipocrisia diplomática".

O boicote ao discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU foi liderado por uma articulação conjunta de blocos do Global South e do mundo islâmico.
Blocos Regionais Articuladores
Grupo Árabe e Organização para a Cooperação Islâmica (OCI): Constituiram o núcleo da coordenação diplomática. As delegações definiram a saída simultânea do plenário para gerar um impacto visual de isolamento ao líder israelense.  
Bloco Africano (União Africana): Diversas nações africanas alinharam-se ao protesto motivadas pelas denúncias de violações do direito internacional humanitário e pela postura histórica de solidariedade à causa palestina.  
América Latina e Caribe: Países com posições críticas à condução da guerra em Gaza e às operações no Líbano integraram o movimento coletivo de retirada.

Oriente Médio e Mundo Islâmico
Palestina, Turquia, Irã, Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Catar, Iraque, Líbano, Síria, Iêmen, Kuwait, Argélia, Tunísia, Indonésia e Malásia.

América Latina
Brasil, Cuba e Peru.

Europa

Espanha (entre outras delegações europeias que optaram por esvaziar suas bancadas ou manter representação mínima sem presença de chefes de Estado).

Em contrapartida, mantiveram-se nos assentos no plenário as delegações dos Estados Unidos (principal aliado de Israel), além de nações como Argentina, Hungria, e países signatários dos Acordos de Abraão, como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

A repercussão na imprensa internacional sobre o abandono do plenário foi altamente polarizada, variando de acordo com o alinhamento geopolítico, a linha editorial e a região geográfica dos veículos de comunicação.

Cobertura Favorável ao Boicote (Mídia do Oriente Médio, Global South e Veículos Progressistas)
Principais Veículos: Al Jazeera, Anadolu Agency (Turquia), Middle East Eye, além de jornais de países do Global South (América Latina e África) e publicações de esquerda no Ocidente.
Enquadramento: O abandono foi retratado como uma vitória diplomática do direito internacional e uma demonstração necessária de rejeição ética e política às operações militares de Israel.  
Pontos de Destaque:
A imagem das cadeiras vazias no plenário da ONU foi amplamente utilizada como metáfora do isolamento internacional de Israel.
Destacou-se que a saída coletiva deu voz à indignação global diante da crise humanitária na Faixa de Gaza e do avanço dos bombardeios no Líbano.
Reportagens enfatizaram a coragem dos diplomatas do Global South em confrontar o discursos do líder israelense em um fórum multilateral.

Cobertura Neutra, Factual e Analítica (AgênciasGlobais e Mídia Tradicional Ocidental)
Principais Veículos: Agências de notícias (Reuters, Associated Press, AFP) e veículos de referência como BBC, The New York Times, Le Monde, The Washington Post e Deutsche Welle.
Enquadramento: O evento foi abordado como um reflexo direto da profunda fratura geopolítica global gerada pelo conflito no Oriente Médio, documentando os fatos de maneira descritiva.
Pontos de Destaque:
O contraste marcante entre o esvaziamento das bancadas dos diplomatas e os aplausos vindo das galerias superiores ocupadas por apoiadores de Israel.
A dualidade de narrativas: registraram tanto o protesto dos diplomatas quanto o discurso contundente de Netanyahu, incluindo sua fala acusando os países que saíram de "covardes morais".  
Análises focaram no dilema da ONU enquanto fórum de mediação, questionando se o boicote evidencia a fragilidade do diplomacia multilateral em momentos de crise severa.

Cobertura Crítica ao Boicote (Mídia Conservadora, Pro-Israel e Mídia de Direita)
Principais Veículos: Fox News, editoriais do The Wall Street Journal, veículos israelenses alinhados ao governo (The Jerusalem Post, i24NEWS) e mídias conservadoras.
Enquadramento: O protesto foi classificado como uma atitude hipócrita, teatral e performática, que ignora a complexidade do conflito e os ataques sofridos por Israel por parte do Hamas e do Hezbollah.  

Pontos de Destaque:  
Replicaram ostensivamente a definição dada por Netanyahu de que os diplomatas que abandonaram a sessão cometeram uma "covardia moral".  
Apontaram que diversos países que lideraram o boicote possuem históricos questionáveis em termos de direitos humanos ou regimes autoritários, acusando-os de virtue signaling (sinalização de virtude).
Argumentaram que abandonar a sala em vez de ouvir o contraditório corrói a essência da Assembleia Geral da ONU, que existe justamente para o debate entre nações divergentes.

A cobertura da imprensa brasileira sobre a saída da comitiva do Brasil do plenário da ONU refletiu a forte polarização política e ideológica do país, dividindo-se em três eixos principais de enquadramento:

Grande Imprensa e Mídia Tradicional (G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo)
Enquadramento: Factual, analítico e focado nos bastidores diplomáticos.
Principais Destaques:
Orientação do Itamaraty: Noticiaram que a retirada foi uma instrução direta do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em protesto contínuo contra as operações militares de Israel na Faixa de Gaza e no Líbano.  
Bastidores da Ação: Apurações de bastidores (como as reportadas pela CNN Brasil) revelaram que integrantes da missão brasileira chegaram a se dirigir ao plenário minutos antes da fala do premiê especificamente para "fazer volume" no momento da debandada coletiva, ampliando o impacto visual do protesto.
Contexto Geopolítico: Os veículos ponderaram que a atitude colocou o Brasil em sintonia direta com a maioria das nações do Global South e do mundo islâmico, marcando o endurecimento da postura do governo brasileiro em relação a Israel.

Veículos Conservadores e de Oposição (Gazeta do Povo, Revista Oeste, Jovem Pan)
Enquadramento: Severamente crítico à decisão da diplomacia brasileira.
Principais Destaques:
Ruptura de Neutralidade: Classificaram o abandono como uma quebra desnecessária da tradição de pragmatismo e equidistância da diplomacia brasileira no Oriente Médio.
Alinhamento Ideológico: Argumentaram que a atitude alinhou o Brasil a regimes autoritários e autocracias do Oriente Médio, fragilizando a imagem do país diante de democracias ocidentais como os Estados Unidos.
Echo da Reação de Israel: Deram grande destaque às palavras de Netanyahu, que chamou os diplomatas que se retiraram de "covardes morais", usando a citação para reforçar a crítica ao governo.  

Mídia Progressista e Alinhada ao Governo (CartaCapital, Brasil 247, Revista Fórum)
Enquadramento: Altamente favorável e laudatório ao gesto do Brasil.
Principais Destaques:
Postura de Altivez: Soblinharam o ato como uma demonstração de altivez da política externa brasileira frente a violações do direito internacional humanitário.
Isolamento de Israel: Enfatizaram que a cena do plenário esvaziado simbolizou o isolamento do governo israelense perante a comunidade internacional.
Liderança no Global South: Celebraram o papel do Brasil como um dos protagonistas na denúncia das ações militares em Gaza na arena multilateral.


A situação política de Benjamin Netanyahu dentro de Israel é extremamente delicada, marcada por uma alta polarização interna, pressão constante das ruas e um cenário eleitoral incerto para as eleições gerais de outubro de 2026. 

Dependência da Coalizão de Extrema-Direita
Netanyahu governa sustentado por uma aliança com partidos de extrema-direita (como os de Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir) e legendas ultraortodoxas (como Shas e UTJ).
Sobrevivência condicional: Para manter a maioria de 61 assentos no Knesset (parlamento israelense), ele precisa atender às exigências desses aliados linha-dura, que rejeitam concessões territoriais ou cessar-fogo em Gaza.  
Refém do próprio governo: Qualquer aceno diplomático de flexibilização em direção aos EUA ou à comunidade internacional corre o risco de provocar o desembarque da extrema-direita e derrubar seu governo.

 Pesquisas Eleitorais e Projeções para 2026
Pesquisas de intenção de voto indicam um cenário altamente competitivo e desafiador para Netanyahu:  
Bloco Governista Ameaçado: As projeções mostram o bloco governista oscilando em torno de 49 a 54 assentos, abaixo do limite necessário para formar governo sozinho sem alianças com partidos de oposição ou árabes.  
Liderança da Oposição: Nomes como Gadi Eisenkot (ex-chefe das Forças de Defesa de Israel) e o ex-premiê Naftali Bennett aparecem à frente de Netanyahu nos levantamentos de preferência direta para o cargo de primeiro-ministro.

Pressão das Ruas e Crise dos Reféns
A sociedade israelense encontra-se profundamente dividida:
Protestos Semanais: Famílias de reféns e movimentos civis realizam manifestações constantes em Tel Aviv pedindo um acordo imediato para a libertação dos mantidos em Gaza e a convocação de eleições antecipadas.
Alistamento Ultraortodoxo: A questão da obrigatoriedade do serviço militar para estudantes ultraortodoxos (Haredim) é um ponto cego de atrito, dividindo a base secular das Forças Armadas e a ala religiosa de sua coalizão.

Processos Judiciais e Narrativa de Sobrevivência
Julgamento por Corrupção: As acusações judiciais por suborno, fraude e quebra de confiança seguem em andamento nos tribunais israelenses.
Efeito "Cercado": Diante do isolamento diplomático e das pressões externas (incluindo decisões de tribunais internacionais), Netanyahu reforça para sua base eleitoral a imagem de um líder forte, "o único capaz de resistir à pressão internacional" e defender a segurança soberana do país.

A oposição a Benjamin Netanyahu no parlamento israelense (Knesset) abrange desde a direita secular e o centro até a esquerda sionista e os partidos árabes. Diante da perspectiva das eleições gerais, o campo da oposição articulou novas alianças e novos partidos focados em derrubar o governo do Likud.

A eleição parlamentar em Israel tem data definida e regras específicas de votação:
1. Data da Votação
Dia do pleito: Terça-feira, 27 de outubro de 2026.  
(Diplomatas e cidadãos israelenses no exterior votam antecipadamente nas embaixadas no dia 20 de outubro).  
2. Turno Único (Somente uma vez)
A votação ocorre em turno único. O sistema eleitoral de Israel não prevê segundo turno para as eleições parlamentares.
Como funciona a eleição:
Voto no Partido (Lista Fechada): Os eleitores não votam diretamente no Primeiro-Ministro nem em candidatos individuais, mas na lista partidária fechada de sua preferência.  
Distrito Único e Proporcionalidade: O país inteiro funciona como um único distrito eleitoral. Os 120 assentos do parlamento (Knesset) são distribuídos proporcionalmente de acordo com a porcentagem total de votos que cada partido recebe.
Cláusula de Barreira: Para conseguir entrada no parlamento, o partido precisa atingir a cláusula de barreira de 3,25% dos votos válidos.  
O que acontece após o dia da eleição?
Como não há segundo turno, o processo pós-votação entra na fase de negociação de coalizão:
Após a apuração dos votos, o Presidente de Israel consulta os líderes de todos os partidos que conseguiram assentos no Knesset.
O Presidente concede a um líder partidário (geralmente quem tem mais chances de reunir uma maioria) o prazo para formar o governo.
O novo Primeiro-Ministro será aquele que conseguir costurar uma coalizão com maioria simples de pelo menos 61 dos 120 deputados.

O presidente de Israel hoje é Isaac Herzog, no cargo desde julho de 2021.  

No total acumulado, Benjamin Netanyahu soma quase 19 anos como primeiro-ministro de Israel, o que o torna o líder com mais tempo no poder na história do país (superando o pai fundador de Israel, David Ben-Gurion).


Essa contagem está dividida em três períodos distintos:
1º mandato (1996–1999): 18 de junho de 1996 a 6 de julho de 1999 (~3 anos).  
2º mandato (2009–2021): 31 de março de 2009 a 13 de junho de 2021 (~12 anos e 2 meses ininterruptos).  
3º mandato (Atual): 29 de dezembro de 2022 até o presente (~3 anos e 9 meses).
Somando os três períodos, ele acumula aproximadamente 18 anos e 11 meses no cargo.

O que Netanyahu já tentou (ou conseguiu) alterar?
Nos últimos anos, a coalizão liderada por Netanyahu promoveu e discutiu alterações legislativas direcionadas a fortalecer o Executivo e protegê-lo de processos judiciais:  
A Reforma Judiciária (2023): Buscou reduzir significativamente o poder de fiscalização da Suprema Corte sobre decisões do governo. O objetivo denunciado pela oposição era permitir nomeações políticas para juízes e enfraquecer o controle sobre o Executivo.  
A "Lei da Incapacidade" (Incapacity Law): Aprovada em 2023, alterou as regras sobre como um primeiro-ministro pode ser afastado. Pela nova norma, o premiê só pode ser declarado incapaz de governar por decisão própria ou por votação de 2/3 do seu próprio gabinete, impedindo que a Procuradoria-Geral ou a Suprema Corte o afaste por conflito de interesses devido aos seus processos por corrupção.  
Debates sobre Imunidade e "Cláusula de Superação": Aliados do governo frequentemente propõem leis para conceder imunidade total a premiês no cargo (estilo "Lei Francesa") e a Override Clause, uma norma que permitiria ao Knesset (parlamento) anular decisões da Suprema Corte com maioria simples.

Isso é legalmente possível em Israel?
Sim, do ponto de vista estritamente legislativo, é mais fácil mudar as regras em Israel do que na maioria das democracias ocidentais.
Por que o sistema facilita mudanças?
Ausência de Constituição Escrita: Israel não possui uma Constituição formal e rígida, mas sim um conjunto de Leis Fundamentais (Basic Laws).  
Regra da Maioria Simples: Para alterar a maioria das Leis Fundamentais ou criar novas regras eleitorais, o parlamento precisa apenas da aprovação de 61 dos 120 deputados (maioria absoluta do Knesset).  
Fusão de Poderes: Como quem forma o governo em Israel obrigatoriamente já possui o controle de pelo menos 61 assentos, o Executivo e a maioria legislativa são a mesma força política. Logo, uma coalizão unida tem o poder de mudar leis constitucionais.  

Quais são os limites e freios contra essas mudanças?
Embora seja tecnicamente possível aprovar leis no parlamento, existem barreira institucionais e sociais relevantes:
A Suprema Corte (High Court of Justice)
Mesmo sem Constituição escrita, a Suprema Corte atribuiu a si o poder de fiscalizar e derrubar alterações em Leis Fundamentais se entender que elas violam o caráter democrático do Estado ou configuram "abuso do poder constituinte". Em decisões históricas no início de 2024, a Corte já invalidou trechos da reforma judiciária do próprio governo.
A Pressão Popular e o Setor de Defesa
A tentativa de mudar regras democráticas gera custos sociais colossais em Israel. Em 2023, a reforma judiciária provocou os maiores protestos da história do país, greves gerais e ameaças de recusa de serviço por parte de reservistas das Forças Armadas e pilotos da Força Aérea.  
A Dependência da Coalizão
Para mudar uma lei eleitoral ou adiar eleições, Netanyahu precisa de 100% de coesão entre os deputados da sua base. Se um pequeno grupo de deputados de sua própria coalizão se recusar a votar por medo do desgaste eleitoral, a mudança legislativa trava.
O Cenário para as Eleições de 2026
Adiar ou cancelar as eleições gerais agendadas para 27 de outubro de 2026 exigiria uma alteração legislativa drástica sob a justificativa de emergência nacional de guerra. Embora a legislação permita o adiamento de pleitos em situações de guerra extrema, tentar usar essa ferramenta para perpetuação política dispararia uma crise constitucional sem precedentes e o veto provável da Suprema Corte.  
A estratégia de sobrevivência política de Netanyahu tem focado na manutenção da sua coalizão atual até o limite do mandato em 2026 e no gerenciamento da narrativa de segurança, em vez da abolição direta das regras eleitorais.


Do Boicote na ONU às Eleições de 2026: O Isolamento e a Batalha de Benjamin Netanyahu Pela Sobrevivência Política
O ano de 2024 marcou um divisor de águas no cenário diplomático internacional para Israel, e o desdobramento dessas tensões aponta diretamente para um momento decisivo: as eleições gerais de 27 de outubro de 2026. Entre a rejeição em fóruns multilaterais e a intensa polarização doméstica, a trajetória de Benjamin Netanyahu expõe as fragilidades e as estratégias do líder com mais tempo à frente do governo na história do país.

1. O Boicote na ONU: Bastidores de uma Ação Coordenada
Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o pronunciamento do primeiro-ministro israelense foi palco de uma demonstração de protesto diplomático. O esvaziamento do plenário não ocorreu por acaso, mas sim por uma articulação prévia entre blocos estratégicos:
A Estratégia de Saída: O Grupo Árabe, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), a União Africana e delegações do Global South — como o Brasil — alinharam a retirada simultânea das bancadas. No exato instante em que Netanyahu subiu ao pódio, diplomatas se levantaram e deixaram a sala.
O Contraste no Salão: O piso principal da Assembleia Geral ficou visivelmente deserto, restando apenas comitivas de aliados próximos, como os Estados Unidos. Para contrabalançar as fileiras vazias e os protestos nos corredores, a equipe de Israel organizou uma claque nas galerias superiores de visitantes, de onde apoiadores irromperam em aplausos.

2. A Repercussão na Mídia Internacional e no Brasil
A imagem do plenário esvaziado repercutiu de formas contrastantes na imprensa global:
Imprensa do Global South e Oriente Médio (Al Jazeera, Anadolu): Apoiou o ato, enquadrando a debandada como uma vitória do direito internacional e o símbolo do isolamento diplomático de Israel.
Veículos Ocidentais Tradicionais (BBC, Reuters, The New York Times): Adotaram postura analítica, enfatizando a profunda fratura geopolítica e a perda de capacidade de mediação dos órgãos multilaterais.
Mídia Conservadora (Fox News, The Wall Street Journal): Criticou o boicote, replicando a narrativa do governo israelense de que a atitude representou "hipocrisia e covardia moral" diante do contraditório.
O Caso do Brasil
No cenário nacional, o encarregado do Itamaraty ordenou a retirada da delegação brasileira, em linha com a crítica contínua do governo ao custo humanitário das operações em Gaza e no Líbano. A imprensa brasileira dividiu-se: enquanto jornais tradicionais detalharam a articulação diplomática e veículos progressistas celebraram a altivez da política externa, setores conservadores criticaram a quebra do pragmatismo histórico da diplomacia brasileira.

3. A Crise Doméstica e a Oposição Unida em Israel
Se no exterior a pressão é diplomática, dentro de Israel o desafio é de sobrevivência eleitoral. Goverando em coalizão com a extrema-direita e partidos ultraortodoxos, Netanyahu enfrenta um cenário interno complexo:
Pressão Social e Institucional: Protestos semanais em Tel Aviv cobram acordos para a libertação de reféns e a criação de uma Comissão Estatal de Inquérito sobre as falhas de segurança do ataque de 7 de outubro de 2023.
Impasse do Alistamento Militar: A exigência de fim da isenção do serviço militar para os judeus ultraortodoxos (Haredim) tensiona a base de apoio do governo no parlamento (Knesset).
Julgamentos por Corrupção: O primeiro-ministro responde a acusações de fraude, suborno e quebra de confiança no Judiciário, o que amplia as divisões na sociedade.

4. As Regras Eleitorais e o Limite do Poder
Em Israel, o sistema político é parlamentarista. O país possui como Chefe de Estado o Presidente Isaac Herzog, cujo papel é cerimonial e de liderança moral, enquanto a condução política do Executivo cabe ao Primeiro-Ministro.
O Funcionamento do Pleito
Data Marcada: A eleição parlamentar ocorrerá em 27 de outubro de 2026.
Turno Único: A votação acontece em um único turno. Os eleitores votam em listas partidárias fechadas (distrito único nacional).
Formação de Governo: Os 120 assentos do Knesset são distribuídos proporcionalmente aos partidos que superam a cláusula de barreira de 3,25%. O líder capaz de costurar uma coalizão com maioria simples (pelo menos 61 deputados) assume o governo.
Netanyahu Pode Alterar as Regras para se Manter no Cargo?
Acumulando quase 19 anos no cargo ao longo de três períodos distintos, Netanyahu tentou implementar reformas institucionais profundas. A controvertida Reforma Judiciária buscava limitar o controle da Suprema Corte sobre as decisões do Executivo, e a Lei da Incapacidade bloqueou a possibilidade de afastamento do premiê pela Procuradoria-Geral por conflitos de interesse.
Como Israel não possui uma Constituição formal rígida — mas sim um conjunto de Leis Fundamentais —, a maioria parlamentar de 61 votos teoricamente permite alterar regras operacionais do sistema. No entanto, existem barreiras práticas e institucionais relevantes:

A Suprema Corte: Mantém a prerrogativa de invalidar reformas aprovadas pelo parlamento que violem os pilares democráticos do Estado.
Custo Político e Reação Popular: Mudanças nas regras eleitorais ou tentativas de adiamento das eleições sob pretexto de emergência disparariam crises institucionais de proporções históricas, agravadas pela reação de reservistas e do setor produtivo.
À medida que outubro de 2026 se aproxima, a disputa política em Israel consolida-se como um embate entre o projeto de continuidade de uma das figuras mais longevas do Oriente Médio e a articulação de uma oposição focada na renovação institucional do país.
Nilo Geronimo Borgna 
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terça-feira, 22 de setembro de 2026

BOLETIM DIÁRIO DO RIO Rio de Janeiro — 22 de setembro de 2026

Foto ChatGPT

🗞️ MANCHETE
MP Eleitoral pede indeferimento de candidatura de Antônio Rueda
O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro da candidatura de Antônio Rueda, do União Brasil, a deputado federal pelo Rio. O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, portanto não significa decisão definitiva sobre a candidatura. �
UOL Notícias +1
🚔 SEGURANÇA
Operação Ícaro investiga logística de drogas e lavagem de dinheiro
O MPRJ deflagrou nesta terça-feira uma operação contra uma organização investigada por transportar drogas de São Paulo para o Rio e lavar mais de R$ 70 milhões. Foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva, com participação de forças policiais de diferentes estados. �
UOL Notícias
🩺 SAÚDE
Rio registra caso de raiva em cão após contato com morcego
Um cão teve diagnóstico de raiva após contato com um morcego. O animal foi sacrificado em agosto. O episódio reforça a importância da vacinação antirrábica dos animais domésticos e da orientação veterinária diante de contato com morcegos ou outros animais suspeitos. �
Agora Litoral
🌡️ TEMPO
Calor e possibilidade de chuva à tarde
Segundo o Alerta Rio, a previsão para esta terça-feira indica temperaturas entre 21°C e 35°C. O céu varia de parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite. �
Alerta Rio
🎭 CULTURA
Semana de Arte do Rio movimenta a cidade
A primeira Semana de Arte do Rio segue até 27 de setembro, reunindo mais de 400 atrações e cerca de mil horas de programação. A agenda inclui teatro, dança, cinema, literatura, música, exposições, arte urbana e tecnologia. �
Prefeitura do Rio +1
Hoje também estão previstos eventos como a Casa Cor Rio, a Hackconference, o Festival Panorama, o Festival Internacional de Circo, a ROG.e e outras atividades culturais e profissionais. �
Visit Rio
💼 EMPREENDEDORISMO & INOVAÇÃO
Tecnologia e inovação entram no radar carioca
A Hackconference 2026, na Casa Firjan, acontece nesta terça-feira. A cidade também recebe nesta semana a ROG.e, o World Tribology Congress e atividades ligadas à ciência, tecnologia e inovação. �
Visit Rio +1
Na UFRJ, a Semana Acadêmica e Cultural da Coppe reúne ciência, tecnologia, inovação, intercâmbio e debates sobre a economia fluminense até 24 de setembro. �
Coppe UFRJ
🌱 MEIO AMBIENTE & SUSTENTABILIDADE
A agenda desta semana também coloca energia, tecnologia, patrimônio, sustentabilidade e inovação no centro de eventos realizados na cidade — uma combinação importante para discutir economia circular e novos modelos de desenvolvimento.
😊 NOTÍCIA BOA / CURIOSA
A primavera começa hoje! 🌸
A nova estação começa nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05, no horário de Brasília. �
Agora Litoral
E o Rio entra na primavera com uma agenda cultural especialmente movimentada.
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Fontes: MPRJ/UOL, Alerta Rio, Prefeitura do Rio, Visit Rio, UFRJ/Coppe e demais fontes citadas acima.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Discurso x Prática: Candidatos com dívidas trabalhistas disputam o voto do trabalhador em 2026

​O Diagnóstico: 343 candidatos em todo o país constam no BNDT com cobranças judiciais definitivas não pagas.  
​Presidência e Cargos Majoritários:  
​Renan Santos (Missão): Crítico da Justiça do Trabalho e posicionamento contrário ao fim da escala 6x1; possui 4 apontamentos por débitos de empresas em que foi sócio.  
​Alexandre Kalil (PDT-MG): Soma mais de R$ 4 milhões em dívidas em 13 processos da sua antiga construtora.  
​Anthony Garotinho (Republicanos-RJ): Responde a 12 processos no BNDT vinculados a empresas de eventos.  
​Contradições e Defesas: A maioria dos candidatos alega que as pendências decorrem de pessoas jurídicas (empresas) redirecionadas pela Justiça para o patrimônio dos sócios e afirmam estar recorrendo ou indicando bens à penhora.
​Impacto Eleitoral: A inclusão no BNDT não gera inelegibilidade automática perante o TSE, mas amplia o debate sobre a conduta e a idoneidade dos postulantes.  

domingo, 20 de setembro de 2026

Alerj 2026: 20 novos nomes para acompanhar na disputa por uma cadeiraPor Nilo Ninja Ativista

Palacio Tiradentes.



A eleição de 2026 para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) chega à reta final com uma disputa envolvendo centenas de candidaturas para as 70 cadeiras do Legislativo estadual.
Entre os candidatos estão deputados que buscam a reeleição, ex-parlamentares, vereadores, ex-prefeitos e pessoas que tentam pela primeira vez conquistar uma vaga na Assembleia.
Nesta reportagem, o foco está em 20 nomes que não ocupam atualmente uma cadeira de deputado estadual na Alerj e que apresentam algum dado público relevante para acompanhamento eleitoral.
A proposta não é prever quem será eleito. É reunir informações que permitam ao leitor acompanhar a disputa com base em dados públicos.
Como avaliar a disputa?
A eleição para deputado estadual utiliza o sistema proporcional. Portanto, não basta observar apenas a quantidade de votos recebida individualmente por cada candidato.
A votação dos partidos e federações participa do cálculo da distribuição das cadeiras, juntamente com o quociente eleitoral, o quociente partidário e as regras de distribuição das sobras.
Por isso, uma votação municipal anterior, uma pesquisa de lembrança espontânea ou o volume de recursos de campanha são indicadores diferentes e não podem ser tratados como previsão automática do resultado.
20 nomes que estão no radar
1. Pedro Duarte — PSD
Vereador do Rio de Janeiro, Pedro Duarte disputa uma cadeira na Alerj em 2026. Sua experiência eleitoral mais recente é a eleição municipal de 2024, quando conquistou mandato de vereador.
Sua candidatura representa um movimento de passagem da política municipal para a disputa estadual.
2. Flávio Valle — PSD
Também vereador do Rio, Flávio Valle está entre os nomes do PSD que disputam uma vaga na Assembleia.
O principal dado eleitoral anterior é sua votação na eleição municipal de 2024, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal.
3. Joyce Trindade — PSD
Vereadora do Rio de Janeiro, Joyce Trindade chega à disputa estadual depois de uma votação expressiva nas eleições municipais de 2024.
O dado demonstra uma base eleitoral municipal anterior, mas não permite estabelecer automaticamente qual será sua votação estadual.
4. Nelsinho Ruas — PL
Vereador de São Gonçalo, Nelsinho Ruas representa uma candidatura com base política na Região Metropolitana.
Sua votação municipal de 2024 é um dos principais dados objetivos para acompanhar sua transição para uma eleição estadual.
5. Luciana Boiteux — PSOL
Vereadora do Rio de Janeiro, Luciana Boiteux disputa uma vaga na Alerj pela chapa PSOL/Rede.
Seu resultado eleitoral de 2024 fornece um parâmetro de votação anterior, enquanto a candidatura estadual permite acompanhar sua expansão para uma disputa de âmbito estadual.
6. Leonel de Esquerda — PT
Vereador do Rio, Leonel de Esquerda integra a federação PT/PCdoB/PV.
Além da votação municipal de 2024, ele já possui experiência anterior em eleição estadual, o que permite comparar sua trajetória eleitoral.
7. Maíra do MST — PT
Vereadora do Rio de Janeiro, Maíra do MST integra a chapa estadual da Federação Brasil da Esperança.
Sua eleição para a Câmara Municipal em 2024 constitui o principal dado eleitoral recente disponível.
8. Felipe Pires — PT
Felipe Pires também chega à disputa estadual depois de participar da eleição municipal de 2024.
O desempenho naquela eleição é um dos elementos que podem ser utilizados para acompanhar a evolução de sua trajetória eleitoral.
9. Rafael Satiê — PL
Vereador do Rio de Janeiro, Rafael Satiê integra a nominata do PL para deputado estadual.
Seu mandato municipal e sua votação em 2024 formam o histórico eleitoral mais recente antes da disputa estadual.
10. Fernando Armelau — PL
Vereador do Rio, Fernando Armelau também está na disputa pela Alerj.
Como nos demais casos, a votação municipal anterior é um dado histórico, e não uma previsão de votação em 2026.
11. Gigi Castilho — Republicanos
Vereadora do Rio de Janeiro, Gigi Castilho disputa uma cadeira estadual pelo Republicanos.
Sua passagem pela política municipal fornece uma referência eleitoral anterior.
12. Diego Faro — PL
Vereador do Rio, Diego Faro aparece entre os candidatos que tentam ampliar sua atuação do Legislativo municipal para o estadual.
A votação obtida em 2024 é um dos dados disponíveis para acompanhar essa mudança de escala eleitoral.
13. Rodrigo Vizeu — MDB
Rodrigo Vizeu integra a disputa estadual pelo MDB.
Seu histórico eleitoral municipal também pode ser utilizado como referência para acompanhar a candidatura.
14. Vantoil Martins — PSB
Vantoil Martins chega à eleição estadual com uma trajetória diferente de vários candidatos desta lista: foi prefeito de Iguaba Grande.
Sua experiência à frente do Executivo municipal constitui um elemento relevante de sua trajetória política, embora não permita antecipar o resultado da eleição para deputado estadual.
15. Wagner Tavares — PSB
Wagner Tavares disputa uma vaga na Alerj pelo PSB.
O candidato teve participação na eleição municipal de 2024 e possui atuação política associada à Ilha do Governador.
16. Dra. Gabriela — PL
Dra. Gabriela aparece como um dos nomes que merecem acompanhamento também por outro motivo: seu nome aparece nas pesquisas de lembrança espontânea da Vetor Arrow.
Em uma das rodadas recentes, ela aparece entre os nomes mais lembrados para deputado estadual. Esse dado é diferente de uma pesquisa convencional de intenção de voto e não deve ser interpretado como previsão de eleição.
17. Elika Takimoto — PT
Elika Takimoto também aparece nas medições da Vetor Arrow para deputado estadual.
A presença nas pesquisas fornece uma informação adicional à sua trajetória política e eleitoral. O levantamento mede citações espontâneas e, portanto, deve ser analisado juntamente com outros dados.
18. Leo Lupi — PDT
Leo Lupi integra a nominata do PDT para deputado estadual.
Seu nome aparece na relação de candidaturas divulgada com base nos registros da Justiça Eleitoral.
19. Ricardo da Karol — PSDB/Cidadania
Ricardo da Karol integra a chapa da Federação PSDB/Cidadania.
Sua candidatura aparece entre os nomes relacionados à disputa estadual de 2026.
20. Felipe RR Soares — PSDB/Cidadania
Felipe RR Soares também integra a chapa PSDB/Cidadania.
Há ainda um dado histórico importante: ele disputou uma vaga de deputado estadual em 2022 e obteve votação naquela eleição. Portanto, embora não seja deputado estadual atualmente, também não deve ser classificado como estreante absoluto em eleições para a Alerj.
E as pesquisas?
A pesquisa Vetor Arrow oferece uma das referências públicas disponíveis para acompanhar a lembrança espontânea dos candidatos.
Em uma rodada divulgada em setembro, Márcio Canella aparecia com o maior número acumulado de citações, enquanto Flávio Serafini e Rosenverg Reis estavam empatados na segunda posição. Léo Vieira Filho e Renata Souza haviam entrado no grupo dos dez nomes mais lembrados. Dra. Gabriela aparecia logo depois do grupo principal.
O próprio levantamento faz uma ressalva fundamental: as citações espontâneas não constituem uma previsão do resultado final.
O fator partido
Outro dado importante é o desempenho das chapas.
Uma pesquisa Vetor sobre a distribuição potencial de cadeiras mostrou diferenças entre os partidos e federações na disputa estadual. O levantamento estimou diferentes quantidades de cadeiras para as principais forças políticas, demonstrando por que a análise individual dos candidatos não é suficiente para compreender uma eleição proporcional.
Isso significa que o eleitor deve observar simultaneamente:
• o candidato;
• o partido ou federação;
• a votação individual;
• a votação coletiva da chapa;
• as pesquisas disponíveis;
• a situação jurídica da candidatura.
Situação jurídica também precisa ser acompanhada
A situação dos registros eleitorais pode mudar durante a campanha.
Em setembro, por exemplo, o TRE-RJ informou novos indeferimentos de registros de candidaturas. O tribunal também esclarece que determinadas decisões podem ser objeto de recurso e que a situação de cada candidatura deve ser conferida no sistema oficial.
Por isso, uma lista publicada em determinado dia não deve ser considerada definitiva sem verificar novamente o registro.
O DivulgaCandContas, administrado pela Justiça Eleitoral, permite consultar candidaturas, situação do registro, bens declarados e informações eleitorais. O TRE-RJ informa que o sistema é atualizado continuamente.
O que observar até a votação?
Com a aproximação do primeiro turno, alguns indicadores podem ser acompanhados de forma objetiva:
1. Pesquisas: verificar se determinado nome aparece e como suas citações variam entre as rodadas.
2. Histórico eleitoral: comparar resultados anteriores, lembrando que eleições municipais e estaduais possuem eleitorados e dinâmicas diferentes.
3. Campanha: acompanhar receitas e despesas declaradas oficialmente.
4. Partido ou federação: observar o desempenho coletivo da chapa.
5. Situação jurídica: verificar se o registro está deferido, indeferido ou sob recurso.
6. Votação final: somente o resultado oficial das urnas determinará quem ocupará as 70 cadeiras da Alerj.
Informação antes da escolha
A eleição proporcional costuma ser mais complexa do que a disputa majoritária porque o resultado depende simultaneamente da votação individual e da votação coletiva das legendas.
Por isso, acompanhar candidatos novos exige mais do que procurar uma lista de “favoritos”.
O caminho mais seguro é comparar dados verificáveis, pesquisas, histórico eleitoral, situação jurídica e informações de campanha, sempre distinguindo aquilo que já aconteceu daquilo que ainda é apenas expectativa.
Fontes
Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); DivulgaCandContas; pesquisa Vetor Arrow; Diário do Rio; Agenda do Poder e demais fontes jornalísticas citadas ao longo do texto.
Nilo Ninja Ativista
A informação é a arma contra a corrupção.
Essa consulta é sobre os nomes novos na política.
Na próxima postagem 
Faremos um levantamento dos candidatos atuais.



Panorama Eleitoral do Senado no Rio de Janeiro: Levantamento das Pesquisas e Mapeamento Ideológico das Candidaturas


​A eleição para o Senado Federal no Estado do Rio de Janeiro representa um dos cenários mais estratégicos e complexos do quadro político brasileiro. Por tratar-se de um pleito com renovação de dois terços das cadeiras da Casa Alta, cada eleitor dispõe de dois votos distintos para cargos majoritários decididos em turno único. Essa característica institucional altera profundamente o comportamento do eleitorado e exige das agremiações políticas estratégias refinadas de composição de chapa, combinação de opções e transferência de votos entre o primeiro e o segundo sufrágios. 
​O ambiente político fluminense exibe uma polarização ideológica marcante, combinada com a pulverização de candidaturas de expressivo recall público. O alinhamento das pretensões ao Senado com a disputa pelo Governo do Estado — na qual o atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), ostenta liderança consolidada nas pesquisas de intenção de voto — exerce influência direta na atratividade e na capacidade de capilaridade dos nomes que buscam representação no Congresso Nacional. 
​Contexto Político-Institucional e Espectro Partidário
​A disputa pelas duas vagas fluminenses no Senado conta com dezesseis candidaturas registradas, cobrindo todo o arco ideológico, desde a esquerda socialista radical até a extrema-direita conservadora. O eleitorado do Rio de Janeiro lida com uma oferta partidária dividida entre figuras consolidadas da política estadual e quadros emergentes da nova direita e da esquerda orgânica. 
​No campo da esquerda e centro-esquerda, a hegemonia da representação é exercida pela deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT), apoiada pela Federação Brasil da Esperança. Benedita conta com um eleitorado fiel e com a memória institucional de ter ocupado diversos cargos de relevância pública ao longo de quatro décadas. A vereadora Monica Benício (PSOL) atua como uma candidatura complementar focada em direitos humanos e pautas urbanas. Completam o espectro progressista nomes de siglas da esquerda ideológica, como a Unidade Popular (UP), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido da Causa Operária (PCO). 
​O centro e a centro-direita articulam-se prioritariamente em torno da candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD), principal aposta do grupo político liderado por Eduardo Paes. Pedro Paulo busca posicionar-se como uma opção pragmática de gestão, capaz de atrair o segundo voto tanto de eleitores progressistas quanto de conservadores moderados. O vereador Marcos Dias (Podemos) também transita nesse segmento, apostando na penetração em bases comunitárias e evangélicas. 
​A direita e a extrema-direita apresentam-se fragmentadas em múltiplos polos concorrentes. O Partido Liberal (PL) adotou a postura de lançar duas candidaturas concorrentes: o senador em exercício Carlos Portinho, de perfil institucional e defensoria técnica no Parlamento, e o deputado federal Carlos Jordy, expoente da ala abertamente alinhada ao bolsonarismo. Paralelamente, o Republicanos concorre com duas forças de expressiva inserção popular: o ex-prefeito e ex-senador Marcelo Crivella, ancorado no eleitorado evangélico, e Waguinho, liderança política de grande expressão na Baixada Fluminense. Agremiações como Missão, PRTB e Democrata somam-se a esse bloco com candidaturas de menor densidade eleitoral prévia. 


sábado, 19 de setembro de 2026

Conchavo político ou ativismo judiciário


Sobre a notícia que Fux, pretende destravar os precatórios bloqueados por Jair Messias Bolsonaro. Agora que o governo pode mudar de mãos. 
Esse Eminente quer destravar os precatorios?
E o discurso que vai gerar um gasto enorme para o governo?
E que não pode aumentar bolsa família porque, vai criar um gasto sem cobertura no orçamento?
E é ano eleitoral, por isso não poderemos liberar esses aumentos?
Agora para quem não sabe.
Um precatório é uma requisição de pagamento emitida pela Justiça para cobrar do governo (União, Estados ou Municípios) uma dívida após uma condenação definitiva em processo judicial.
Significa que o governo perdeu em todas as instâncias a possibilidade de não pagar essa dívida.
Muitas delas são referentes a alimentos ou diferenças de reajustes legais.
O que é um precatório bloqueado? 
Um precatório bloqueado significa que o dinheiro foi depositado pelo governo no tribunal, mas o juiz impediu temporariamente o saque ou a movimentação do valor.
Segurança do valor: 
O dinheiro está guardado na conta judicial e não foi perdido.Impossibilidade de saque:
O beneficiário não pode retirar a quantia imediatamente.
Análise pendente: Há uma questão jurídica ou administrativa que precisa de solução, antes da liberação.
🔎 Principais motivos para o bloqueio Disputa de honorários: Discussão sobre o percentual devido ao advogado. 
Penhora de dívidas: O titular possui débitos pendentes (como impostos ou pensão alimentícia) e o valor foi retido para pagar credores. Impugnação do governo: O órgão público questionou o cálculo do valor apresentado.
Dúvidas sobre o herdeiro: Em caso de falecimento do autor da ação, é preciso comprovar quem tem direito ao recebimento.
Se você está passando por isso procure um advogado.
Ou uma defensoria publica.
(Consuta do Google)
Então o Senhor *Doutô*, Presidente anterior, fez mais uma covardia, para não dizer que cometeu crime....
Em bloquear os pagamentos de precatorios na gestão dele.
E veja alguns beneficiarios eram esposas, filhos ou aposentados militares.
É mais um motivo para não se pensar em pôr o filho dele na presidência.
Outra pergunta.
Estaria o antigo presidente criando dificuldades, para no governo seguinte, facilitar a vida dos advogados e das bancas de advogacia?
Imagine....
A OAB não tem nenhum vínculo com o governo.
Apenas dá por vez ou outra uma ajudazinha... Original do meu perfil no X
Entre no meu bate papo com o @geminiapp e faça as perguntas que tiverem ligação com o tema.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Entenda a Saúde Financeira e os Riscos dos Principais Bancos Digitais e Fintechs no Brasil


​O mercado financeiro digital no Brasil passou por transformações profundas, revelando um cenário de fortes contrastes. Enquanto grandes instituições consolidadas registram lucros recordes e expansão contínua, outras enfrentaram graves crises de liquidez e intervenções regulatórias severas por parte do Banco Central.
​Para garantir a segurança do seu patrimônio, é fundamental compreender onde o seu dinheiro está depositado e quais são os mecanismos de proteção vigentes para cada tipo de instituição.

Panorama Comparativo: Solidez, Riscos e Garantias
Abaixo, reunimos os principais dados sobre a situação operacional, o nível de risco e as regras de proteção dos principais bancos e contas digitais do país:
Nubank: Nível de risco muito baixo. A instituição mantém alta lucratividade e uma base sólida com mais de 135 milhões de clientes na América Latina. Os investimentos em RDB e a conta de depósitos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil.
Mercado Pago: Nível de risco muito baixo. Respaldado pelo grupo Mercado Livre, possui operação robusta e lucros crescentes. O saldo mantido em conta fica 100% segregado e aplicado em Títulos Públicos Federais (garantia direta do Tesouro Nacional), enquanto as aplicações em CDBs possuem cobertura do FGC.
PicPay: Nível de risco baixo. Pertencente ao Grupo J&F, a fintech opera no lucro e expandiu sua carteira em crédito consignado e corporativo. A proteção do saldo segue o modelo de segregação em Títulos Públicos Federais, além da garantia do FGC para CDBs.
Banco Digi+: Nível de risco muito alto. Controlado por grupo associado à Rede Record, o banco enfrenta séria crise sob investigação por suspeita de fraude contábil e rebaixamento por agências de risco. Os saldos e investimentos dependem da cobertura do FGC no limite de até R$ 250 mil por CPF.
Will Bank: Situação crítica / inoperante. A instituição teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central junto ao Grupo Master. Os clientes com valores retidos passaram a ter o ressarcimento intermediado pelo FGC.

Rendimento e Liquidez das Contas
Para quem busca rentabilizar o saldo do dia a dia, os modelos de rentabilidade diária e resgate imediato também variam entre as principais opções do mercado:
PicPay: Oferece rendimento automático de 102% do CDI desde o primeiro dia útil sobre o saldo disponível em conta, com liquidez 24/7.
Mercado Pago: Entrega rendimento entre 100% e 105% do CDI (variando conforme metas de depósito ou programas de fidelidade) sem a necessidade de cumprir carência de 30 dias.
Nubank: Mantém rendimento de 100% do CDI desde o primeiro dia útil quando o valor é aplicado no recurso de "Caixinhas" (Reserva de Emergência). Na conta principal, o rendimento é aplicado retroativamente apenas após o 30º dia.

A Importância da Proteção Patrimonial
A divergência entre as fintechs reforça a importância da atenção do consumidor aos limites do Fundo Garantidor de Créditos (R$ 250 mil por CPF e por instituição) e ao modelo de segregação de patrimônio em Títulos Públicos. Acompanhar a saúde financeira das instituições é o primeiro passo para garantir a soberania sobre o próprio dinheiro e evitar surpresas diante de oscilações do mercado.

Depois dess materia hoje o Jornal Valor Econômico, relatou em reportagem 17/09 as 19/09 as 17h 19 m
Banco Digimais, de Edir Macedo, tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no 1º semestre
Veja o link aberto no realce Banco Digi+



ATENÇÃO LGBTQUIAP. Vote consciente. Não elejam aproveitadores.



#atencao #lgbtquiap
#voto #eleicao NOSSOS DIREITOS NÃO ESTÃO GARANTIDOS EM LEI.
E quaquer oportunista com ideia invertida pode tirar nossos direitos.
E eu pergunto.
Porque não definiram em lei esses direitos?

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mudanças Autor Nilo Geronimo Borgna

Imagem @GeminiAPp



Quando percebemos que uma situação está criando dificuldades em nossa vida, qual deve ser o nosso comportamento? Ficar remoendo a situação? Ficar chorando e lamentando? Ou repensar o cenário e definir os motivos que nos levaram até aqui?


Depois de fazer esse balanço, constatamos a necessidade de mudar. Fazer essa faxina e jogar fora muitos itens que nos atrapalham; trocar o velho pelo novo; mudar de lugar o que antes incomodava.
Mas fazer essa mudança não é fácil. Exige coragem, força e determinação. Em muitas situações, o simples fato de admitir a possibilidade de mudar já é um grande passo.

Vamos manter sempre o hábito de fazer um balanço de nossa vida e de nossos comportamentos. Começar assim já ajuda a abrir a janela para ótimas oportunidades.

Nilo Geronimo Borgna


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

: A Sombra de Silvério


Há males que não chegam como tempestade passageira, mas como metástase. A recente teia envolvendo as investigações do caso Dark Horse e a figura de Daniel Vorcaro escancara como redes de influência se infiltram nas entranhas das instituições. Não se trata apenas de um escândalo isolado, mas de um organismo que se alimenta das brechas do poder para estender seus tentáculos.
O cenário parece moderno, mas o enredo é antigo. Lembra a mecânica da Monarquia e nos força a olhar para trás, na Inconfidência Mineira. Ali, o sistema não foi derrubado apenas pela força da coroa, mas pela ganância calculada de Joaquim Silvério dos Reis. O delator que entregou seus pares não buscou a justiça; buscou o perdão de suas dívidas e o peso das honrarias no peito. Silvério saiu ileso, ajeitou a farda e foi premiado por transformar a traição em moeda de troca.
Séculos depois, a história republicana repetiu a receita — dos rachas do governo Collor às intrigações de bastidor das delações premiadas da modernidade. Muda o século, mas a mecânica permanece: a estrutura só expõe suas entranhas quando os operadores das sombras brigam entre si ou tentam salvar a própria pele.
Quando o oportunismo é recompensado e as redes de favorecimento se perpetuam no topo, cabe a pergunta: que tipo de democracia estamos construindo? Uma estrutura que premia quem articula nas sombras e entrega os seus quando o cinto aperta não é soberania popular — é a continuidade dos privilégios coloniais com nova roupagem.
O antídoto para esse ciclo não está nas promessas de palco, mas no escrutínio diário. Votar é apenas o primeiro passo; o verdadeiro dever democrático exige atenção rigorosa à biografia de quem pede o voto e vigilância constante sobre a vida de quem assume o poder. Enquanto a memória for curta e a fiscalização frouxa, os herdeiros de Silvério continuarão a banquetear às custas do país.
Ainda hoje tivemos mais detalhes sobre o caso Master 

Atenção  nos termos realçados, você tera acesso aos links que ampliam o assunto.

Crônica de minha inspiração com o auxílio do GeminiApp 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

​O Apocalipse em Modo Avião


Minha inspiração de hoje foi lembrar da música Nostradamus do Ator, humorsta, compositor e gênio 

Eduardo Duzec
Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmei
Alguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia Ignorei
Telefonei
Pr'um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: 
Deus, 
Nostradamus
Forças do bem e da maldadeVodu, calamidade, juízo final
Então és tu?
De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? 
Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!
O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, 
ZéEu falei, eu gritei, eu implorei
Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!
Ouça a música "Nostradamus" de Eduardo Dusek no YouTube:
Vejam como ele parecia adivinhar o que aconteceria decadas depois.

Eu com o meu auxiliar criamos uma crônica sobre esse tema
O relógio da mesa de cabeceira marcava nove e quarenta. Acordei de bode, daqueles mofados que pesam nas pálpebras antes mesmo de o dia começar. Sem paciência para a claridade, tateei o criado-mudo atrás do celular, acendi a luz azul da tela e abri a janela do mundo.
​No feed, o Apocalipse já estava em andamento e contava com milhares de curtidas.
​Notificação urgente: um meteoro de proporções bíblicas se aproximava da Terra. Ao lado, o vídeo em alta definição de um vulcão engolindo uma cidade inteira; logo abaixo, a projeção do aumento da temperatura global para os próximos vinte minutos. O mundo, literalmente, desmoronava em transmissões ao vivo. As pessoas nas redes corriam em pânico digital, postando Stories em caixa alta.
​Eu deslizei o polegar para cima. Bom dia, pensei, e ignorei.
​Arrastei a tela mais um pouco. O Juízo Final estava acontecendo em 4K, mas minha única preocupação real era saber se o entregador do aplicativo conseguiria cruzar o caos urbano para me trazer um café coado. A desgraça do planeta que esperasse na fila; eu tinha uma preguiça monumental para administrar.
​Há quarenta anos, Eduardo Dussek cantava sobre olhar a destruição pela janela do quarto e implorar para a cozinheira passar o café enquanto os edifícios explodiam. A piada mudou de endereço, mas o cinismo continua o mesmo. A diferença é que a nossa janela agora é de vidro temperado e cabe no bolso.
​Nós nos tornamos espectadores profissionais da própria ruína. O mundo pega fogo, a estrutura social estala e a gente continua ali, no sofá, rolando a tela com o polegar anestesiado, alimentando a ansiedade com desgraça alheia enquanto espera a vida esquentar. É o voyeurismo do fim dos tempos.
​Lá fora, a inteligência artificial assumia o controle, o dólar disparava e o profeta da vez anunciava a hora exata do impacto. Aqui dentro, o café finalmente chegou. Dei o primeiro gole, olhei para a notificação de fim do mundo na tela e fechei o aplicativo.
​Afinal, para quem acorda de bode, o fim do mundo é só mais uma terça-feira.
Inspiração Nilo Borgna cosultoria Gemini IA











quinta-feira, 3 de setembro de 2026

*O golpe por dentro do Supremo* Luciana Bauer e Reynaldo Aragon

Imagem gerada via GeminiApp by @niloninjativista



André Mendonça abre o maior golpe desferido no STF às vésperas da eleição e transforma a própria instituição em campo de batalha da guerra híbrida contra o Brasil

Por *O golpe por dentro do Supremo*. Luciana Bauer e Reynaldo Aragon 

Às vésperas da eleição presidencial, André Mendonça transforma elementos de uma investigação ainda sem conclusão judicial em combustível para uma guerra interna no STF, rompendo – de forma brutal e sem arcabouço constitucional que o embase – o equilíbrio institucional da Corte. Uma frente de desestabilização que converge com os interesses da extrema direita brasileira e com a ofensiva dos Estados Unidos contra a soberania política e digital do Brasil.

Quando o Estado é colocado contra o próprio Estado

A pouco mais de um mês da eleição presidencial, o golpe mudou de lugar. Em 8 de janeiro de 2023, foi preciso quebrar vidraças, arrombar portas e invadir o Supremo Tribunal Federal. Agora, a desestabilização avança por dentro da própria institucionalidade. André Mendonça, ministro do STF, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e um dos magistrados responsáveis pela condução do processo eleitoral, retirou o sigilo de material ainda submetido à apuração, expôs uma investigação que alcança integrantes das mais altas estruturas do Estado e lançou o Supremo numa guerra interna cujas consequências ultrapassam qualquer disputa pessoal com Alexandre de Moraes.

É preciso dizer desde o início o que está e o que não está em discussão. Não existe, até aqui, conclusão judicial que permita condenar Moraes pelas informações que emergiram do caso Banco Master. Se houver crime, que seja investigado, provado e punido. O problema é precisamente outro. Antes que a Justiça produzisse uma verdade processual, a suspeita foi lançada ao espaço público como fato político. Em poucas horas, Moraes, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Gabriel Galípolo passaram a habitar a mesma atmosfera de suspeição de forma centripetra e possivelmente coordenada com a imprensa e vazadores que desde a Lava Jato operam impunes. A extrema direita imediatamente transformou essa matéria bruta em arma eleitoral. O STF deixou de aparecer como instituição capaz de processar uma crise e passou a aparecer como parte da própria crise.

É aqui que o acontecimento revela sua verdadeira dimensão. Um golpe no século XXI não precisa começar com tanques diante do Congresso. Pode começar quando os mecanismos do Estado são utilizados de maneira a destruir a confiança no próprio Estado, quando o procedimento antecede a prova, quando o vazamento produz sentença social antes do contraditório e quando uma instituição é empurrada para a guerra contra si mesma. O que André Mendonça abriu não é apenas uma crise no Supremo. É uma fissura no centro do sistema de contenção democrática brasileiro no momento exato em que esse sistema será colocado à prova pelas eleições de 2026. Mendonça hoje foi mais eficaz que as turbas ensandecidas a depredar o Supremo no dia do Golpe. 

Se Cunha iniciou o golpe de 2016. Mendonça pode ter iniciado o próximo golpe de 2027 dando tons de messianismo constitucional ao que podemos taxar de conduta totalmente inconstitucional para com seus pares. 

O Supremo é julgado por um plenário e não pela imprensa. Mendonça não opera mais dentro das quatro linhas do estado de direito.

O ministro terrivelmente lavajatista Mendonça não apenas recebeu informações produzidas pela Polícia Federal. Ele movimentou a máquina. Determinou que a PF elaborasse, em 72 horas, um relatório específico sobre referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, separou esse material em uma nova frente processual, abriu vista à Procuradoria-Geral da República e, antes mesmo de uma manifestação conclusiva do Ministério Público, retirou o sigilo e empurrou o caso para o centro da arena pública. Depois, pediu que o assunto fosse levado a uma sessão presencial do Plenário. A sucessão dos atos importa porque revela algo maior do que uma divergência jurídica: uma investigação ainda em formação foi convertida, por decisão institucional, em acontecimento político nacional.

É nesse ponto que o método se torna tão grave quanto o conteúdo. A direção da Polícia Federal reagiu duramente e passou a questionar se o relator havia ultrapassado a função de supervisionar a investigação para assumir um papel ativo na produção de uma linha investigativa própria. Ministros do Supremo falaram em ruptura das regras internas e em um ambiente de vale-tudo. A PGR foi colocada numa posição ainda mais delicada, porque aparece ao mesmo tempo como instituição responsável por controlar juridicamente a investigação e como uma das estruturas atingidas pelas referências reveladas. O resultado é um curto-circuito institucional: quem investiga passa a ser questionado, quem fiscaliza passa a integrar a crise e quem deveria arbitrar o conflito passa a lutar pela própria legitimidade.

A guerra híbrida opera exatamente nessa zona cinzenta. Ela não precisa fabricar documentos falsos quando pode explorar documentos verdadeiros fora de seu tempo processual. Fora da logica constitucional e dos direitos e garantias fundamentais. Não precisa inventar uma acusação quando pode retirar um fragmento de contexto, lançá-lo na circulação pública e deixar que o ecossistema político produza a condenação. O tempo jurídico exige prova. O tempo informacional exige impacto. Quando esses dois tempos entram em choque, vence primeiro quem controla a percepção. 

Por isso, o ato mais poderoso não foi a descoberta de uma mensagem, mas a transformação da investigação em espetáculo antes que a própria investigação pudesse dizer o que aquelas mensagens significavam. A partir desse instante, a Justiça deixou de conduzir sozinha o processo. A opinião pública, as redes, as campanhas eleitorais e os interesses políticos passaram a disputar o sentido do material em tempo real. E quando o sentido é capturado antes da prova, o processo continua aberto nos autos, mas a sentença política já começou a ser executada nas ruas. 

As portas de um novo golpe com STF com tudo estão abertas: um novo golpe com o supremo fragilizado e vilipendiado como estamos vendo por um dos seus próprios ministros sera matéria fácil para ser tragado pelo próximo golpista de plantão em eleições.

É aqui que a crise deixa de ser apenas jurídica e revela sua natureza histórica. A guerra híbrida não precisa destruir o Estado de uma vez. Sua forma mais eficiente é fazê-lo perder progressivamente a capacidade de reconhecer quem o ataca, enquanto suas próprias instituições são empurradas umas contra as outras. O conflito passa a utilizar a legalidade, a informação, a economia, a tecnologia e a disputa eleitoral como partes de uma mesma correlação de forças. Tudo continua aparentemente funcionando. Os tribunais julgam, a polícia investiga, a imprensa publica, as plataformas distribuem, os candidatos discursam. Mas, por baixo dessa normalidade, a autoridade que sustenta o conjunto começa a ser corroída.

A contradição é brutal. O STF, que depois de 8 de janeiro se tornou uma das principais barreiras institucionais contra a extrema direita golpista, passa agora a produzir diante do país a imagem de uma Corte dividida, desconfiada de si mesma e incapaz de estabelecer sequer um terreno comum para processar a própria crise. A Polícia Federal contesta o procedimento de um ministro do Supremo. A Procuradoria-Geral da República é chamada a fiscalizar uma investigação na qual seu próprio chefe aparece mencionado. O Banco Central entra no circuito da suspeição. Em vez de uma instituição proteger a estabilidade da outra, forma-se uma cadeia de atritos capaz de consumir a legitimidade de todas.

Essa é uma das formas mais perigosas da guerra política contemporânea porque transforma a força do Estado em matéria-prima de sua própria vulnerabilidade. Não é preciso fechar o Supremo se for possível esvaziar sua autoridade. Não é preciso dissolver a Justiça Eleitoral se for possível fazer milhões de pessoas duvidarem de sua neutralidade antes da votação. Não é necessário impedir formalmente o funcionamento da democracia quando se consegue destruir a confiança coletiva sem a qual suas instituições se tornam apenas edifícios, cargos e ritos.

Para um país do Sul Global, essa dinâmica tem um peso ainda maior. Estados submetidos historicamente à dependência econômica, tecnológica e informacional não enfrentam apenas disputas domésticas. Suas crises internas são atravessadas por interesses externos capazes de explorar cada fissura. É nesse ponto que o conflito brasileiro deixa de ser apenas uma guerra entre ministros e passa a revelar uma disputa pela capacidade do próprio Brasil de decidir seu destino. O golpe híbrido começa exatamente assim: não quando a Constituição desaparece, mas quando as forças que deveriam sustentá-la passam a corroer umas às outras.

A essa altura, a crise já não pertence apenas ao Supremo. Ela entra diretamente na disputa eleitoral e encontra uma estrutura de interesses muito maior do que a briga entre ministros. Mendonça é vice-presidente do TSE e atua na propaganda das eleições de 2026. O primeiro turno está a pouco mais de um mês. No mesmo momento em que o STF se fragmenta, a extrema direita transforma o material do caso Master em arma de campanha, desloca o centro do debate e converte suspeitas ainda não julgadas em certezas políticas prontas para circular nas redes. O que a Justiça ainda precisa investigar, a máquina eleitoral já aprendeu a explorar.

É também nesse ponto que a crise brasileira encontra Washington. O governo dos Estados Unidos já transformou decisões do STF sobre plataformas digitais em questão estratégica, aplicou sanções contra Alexandre de Moraes, utilizou tarifas e instrumentos comerciais como pressão sobre o Brasil e tratou a regulação das Big Techs como conflito de interesse nacional norte-americano. Moraes tornou-se alvo não apenas da extrema direita brasileira, mas de uma estrutura de coerção externa que enxerga nas decisões brasileiras sobre plataformas, dados e soberania digital um obstáculo aos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos.

Não há prova de que André Mendonça receba ordens de Washington. E afirmar isso sem evidência destruiria a força do argumento. O que existe é algo mais concreto e, do ponto de vista do realismo político, suficiente para exigir atenção: uma convergência objetiva de interesses. A extrema direita precisa enfraquecer o STF para reconstruir sua capacidade de ação. As Big Techs precisam reduzir a capacidade regulatória do Estado brasileiro. Washington pressiona as instituições que impõem limites às empresas norte-americanas e à sua projeção política. E, no centro dessa correlação de forças, uma crise interna aberta pelo próprio Supremo atinge exatamente a instituição que vinha funcionando como uma das últimas barreiras contra esses interesses.

É assim que a guerra híbrida amadurece. Ela não exige que todos os atores estejam reunidos na mesma sala. Basta que forças distintas descubram que podem avançar na mesma direção. O capital transnacional quer liberdade para operar. A extrema direita quer recuperar poder. Washington quer disciplinar um Brasil que regula plataformas, fortalece o BRICS e reivindica autonomia estratégica. As redes digitais precisam apenas converter cada fissura em espetáculo, cada dúvida em indignação e cada indignação em comportamento político. O tabuleiro se move sem que seja necessário um comando único.

Para um país periférico, esse é o ponto em que a disputa interna deixa de ser doméstica. O Brasil não enfrenta somente uma eleição. Enfrenta a tentativa permanente de decidir se continuará sendo um Estado capaz de impor regras ao capital, às plataformas e às potências estrangeiras ou se voltará à condição histórica que o sistema internacional reservou ao Sul Global: mercado, território, fonte de dados e espaço político administrado de fora para dentro. Quando a instituição que deveria conter essa pressão começa a se romper internamente, o problema deixa de ser apenas jurídico. Torna-se uma questão de soberania.

É preciso chegar ao fim sem cair na armadilha mais fácil: transformar Alexandre de Moraes em símbolo intocável. Não é disso que se trata. Se houver crime, que se investigue. Se houver prova, que se puna. A defesa da democracia não pode depender da blindagem de pessoas. Ela depende da preservação de regras, procedimentos, instituições e da capacidade coletiva de distinguir investigação de condenação, indício de prova, informação de sentença.

É exatamente essa fronteira que está sendo destruída. A suspeita começou em Moraes, alcançou Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Galípolo, e já produz o ambiente necessário para atingir o próprio governo. Esse é o mecanismo. Não é necessário provar que todo o Estado está corrompido. Basta produzir a percepção de que nenhuma instituição merece confiança. Quando tudo parece contaminado, qualquer ruptura pode ser apresentada como limpeza.

O Brasil conhece esse caminho. Em 2016, a ruptura foi construída por dentro das instituições, legitimada por procedimentos formalmente existentes e alimentada por uma máquina política e midiática que transformou exceção em normalidade. Em 8 de janeiro de 2023, a extrema direita tentou converter a deslegitimação acumulada em força física. Em 2026, o método pode estar atingindo um estágio mais sofisticado: utilizar as próprias contradições do Estado para enfraquecer sua capacidade de resistir.

É isso que precisa ser denunciado agora, antes que a fumaça esconda o incêndio. Golpes não começam no momento em que a Constituição é rasgada. Começam quando a sociedade é preparada para acreditar que ela já não serve, que seus tribunais não merecem confiança, que suas instituições são inimigas e que somente uma força externa ao pacto democrático pode restaurar a ordem.

Desta vez, talvez não precisem invadir o Supremo.

Basta fazê-lo desabar por dentro. 

A lava jato mais uma vez, ao nunca ser corretamente enfrentada pelos três poderes, ganhou.

Artigo publicado

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Como votar para Senador esse ano?

Nas eleições de 2026 para o Senado Federal em São Paulo, o estado renovará parte de suas cadeiras conforme as regras da Justiça Eleitoral. [1, 2] 
Para informações completas e atualizadas sobre o número de vagas em disputa, regras para o preenchimento na urna eletrônica, procedimentos de votação e orientações oficiais, consulte a página oficial do [Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP)](https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/eleicoes-2026-confira-a-ordem-dos-6-votos-na-urna-e-como-usar-a-colinha-eleitoral) ou acompanhe as atualizações normativas disponibilizadas pelo [Senado Notícias](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/14/eleitor-escolhera-dois-senadores-neste-ano-veja-como-votar).

[1] [https://www.instagram.com](https://www.instagram.com/reel/Db5kMsyBfaG/)
[2] [https://g1.globo.com](https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/08/31/eleicoes-2026-veja-todos-os-candidatos-ao-senado-por-sao-paulo.ghtml)

Para obter informações precisas e atualizadas sobre como votar para o cargo de senador, incluindo regras de preenchimento da urna eletrônica, consulte as diretrizes oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). 

​Milhões em Jogo: O Que O COAF Revelou e a TV Tentou Esconder.


​O dever do jornalismo e a tática do desvio de foco
​A recente cobertura jornalística sobre os desdobramentos de investigações financeiras de grande porte trouxe à tona uma discussão indispensável sobre a ética e os critérios de apuração da imprensa. Quando veículos de imprensa destacam os questionamentos de senadores a respeito da condução de investigações como o Caso Dark Horse (também referido no debate público como Cavalo Branco), o público espera um aprofundamento rigoroso dos fatos.
​Essa expectativa torna-se ainda mais premente diante das recentes revelações do COAF, que indicam que as movimentações financeiras ligadas a figuras centrais do caso, como o empresário Vorcaro, ultrapassam significativamente os valores divulgados anteriormente. Trata-se de um dado concreto, de alto interesse público e com impacto direto na transparência do sistema financeiro e institucional.
​No entanto, o que se observa na conduta de certas coberturas é a rápida transição de foco: em tom estridente e alarmista, prioriza-se uma nova pauta — como os desdobramentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes — em detrimento da continuidade investigativa do caso anterior. Surge, então, a provocação inevitável: um escândalo perde sua relevância apenas porque outro acabou de emergir?
​Tratar investigações em andamento como pautas descartáveis compromete a função social do jornalismo. O compromisso da imprensa não deve ser guiado pelo sensacionalismo momentâneo ou pela conveniência de "mudar de assunto", mas sim pela perseverança em fiscalizar o poder e informar a sociedade com rigor, constância e imparcialidade.
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​A Farsa do "Homem de Bem": Quando a Molecagem Encontra o Apadrinhamento do Crime

"Sem postura republicana e fugindo do caso Ana Clara e da farra das armas, Flávio recorre à molecagem para esconder sua cumplicidade co...